- Kim Jong-un anunciou planos para reforçar as unidades na linha de frente ao longo da fronteira com a Coreia do Sul e modernizar as Forças Armadas.
- O objetivo é transformar a região fronteiriça numa “fortaleza inexpugnável” e tornar as forças norte-coreanas as “mais poderosas do mundo”.
- As medidas foram apresentadas durante reunião com comandantes de divisões e brigadas, conforme a KCNA.
- O ditador pediu maior prontidão de combate, permanecer em alerta máximo, reformular o sistema de treinamento e intensificar a instrução prática.
- O contexto inclui tensão diplomática na Península, com a Coreia do Norte mantendo posição de não dialogar com Seul sem retirada da demanda nuclear.
O líder norte-coreano Kim Jong-un anunciou, neste domingo, 17 de maio, planos para reforçar as unidades na linha de frente da fronteira com a Coreia do Sul e transformar as Forças Armadas na Coreia do Norte na suposta “fortaleza inexpugnável”. A divulgação foi feita pela agência estatal KCNA.
Segundo a KCNA, Kim pediu reorganização do quadro organizacional militar, maior prontidão de combate e alívio máximo de alerta nas tropas da fronteira sul. Também foi mencionada a reformulação do treinamento e a adoção de medidas para modernizar o Exército, em meio a uma agenda de reforço de capacidade bélica.
A declaração ocorreu durante uma reunião com comandantes de divisões e brigadas. A Coreia do Norte mantém posição de rejeitar o diálogo com Seul e condiciona qualquer retomada de negociações com os Estados Unidos à retirada da questão nuclear da mesa de negociação. A situação segue em contexto de tensão na Península, após a cúpula EUA-China em Pequim.
Contexto internacional
O anúncio coincide com fase de intenso movimento diplomático envolvendo Coreia, Estados Unidos e China, segundo a KCNA. Pyongyang reforça postura de vigilância diante do que chama de arqui-inimigo e destaca a preparação para eventual escalada ou resposta a ações externas.
De acordo com a agência estatal, o objetivo é transformar a região fronteiriça numa área de maior poder de dissuasão. A notícia cita ainda a relevância de acompanhar as mudanças da conjuntura regional. Fontes associadas indicam que o tema nuclear permanece no centro de tensões entre as duas Coreias e potências externas.
Fonte: agências internacionais mencionadas pela KCNA.
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