- O rabino Shmuel Eliyahu pediu ao primeiro‑ministro Benjamin Netanyahu e aos ministros que acelerem a construção de uma sinagoga no Monte do Templo, durante discurso na manhã de sexta-feira.
- Ele afirmou que judeus têm direito de orar no local sagrado e fez referência à Al‑Aqsa, dizendo que “o Terceiro Templo estará aqui” e defendendo a construção da sinagoga até lá.
- O apelo ganhou repercussão na mídia e nas redes sociais israelenses, com Eliyahu destacando a necessidade de a sinagoga existir enquanto o Templo não é reconstruído.
- A Lei de Proteção dos Lugares Sagrados, de mil novecentos e sessenta e sete, garante acesso a várias religiões, mas, segundo o Israel365, não é aplicada de forma igual, com restrições ao acesso judaico ao Monte do Templo.
- A reportagem aponta que o Monte do Templo é administrado pelo Waqf Islâmico (controlado pela Jordânia) e que cristãos também enfrentam restrições, enquanto há controvérsia sobre quem pode orar e quais símbolos são permitidos.
O rabino Shmuel Eliyahu, líder de Tzfat e membro do Conselho do Rabinato-Chefe, pediu nesta sexta-feira ações do governo israelense para erguer uma sinagoga no Monte do Templo. O apelo ocorreu durante celebrações do Dia de Jerusalém, em frente ao local sagrado.
Eliyahu pediu que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e ministros acelerem a construção da sinagoga, defendendo que o Monte do Templo seja reconhecido como espaço de prática judaica, enquanto o Templo ainda não foi reconstruído.
O rabino ressaltou que, segundo sua visão, o local já recebeu estruturas ao longo dos séculos e destacou a importância de uma presença religiosa judaica permanente no ponto. Ele mencionou ainda a chamada de seu pai, Mordechai Eliyahu, para abrir áreas permitidas pela lei judaica.
Contexto e base legal
O debate envolve a Lei de Proteção dos Lugares Sagrados, aprovada em 1967, que garante acesso a locais sagrados para diferentes religiões. Críticos afirmam que a aplicação prática da lei é desigual entre judeus, muçulmanos e cristãos, especialmente no Monte do Templo.
Segundo relatos, o acesso judaico ao Monte do Templo é restrito a horários específicos e não é permitido em sextas, no Shabat e à noite. Por outro lado, muçulmanos teriam ingresso livre 24 horas por dia. Fontes citam também a administração religiosa do Monte, sob supervisão do Waqf Islâmico, ligado à Jordânia.
A ONG ligada ao rabino Eliyahu lidera o movimento que defende uma sinagoga no Monte do Templo, defendendo que a presença judaica ali facilitaria a prática religiosa e a observância da Halachá, além de aumentar a regularização de áreas consideradas problemáticas.
Propostas e desdobramentos
A organização afirma que a construção da sinagoga permitiria rezar com maior regularidade, incluindo formas de observância como o Shabat e o uso de itens religiosos, dentro das fronteiras permitidas pela lei judaica. Também discutem potenciais localizações, como áreas próximas às portas do Monte ou ao topo de portões históricos.
A pauta permanece sensível politicamente, com diferentes interpretações legais e religiosas sobre qual uso é apropriado no Monte do Templo, e sem anúncio público de políticas que alterem a situação atual.
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