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Deputados de SP enviaram emendas para empresas da produtora de Dark Horse

Deputados de SP destinaram 700 mil a empresas da produtora de Dark Horse; 300 mil já pagos, sob escrutínio de transparência e uso de emendas.

Assembleia Legislativa Estadual de São Paulo. Foto: Divulgação
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  • Deputados da Assembleia Legislativa de São Paulo enviaram emendas totalizando 700 mil reais para empresas ligadas a Karina Ferreira da Gama, sócia da produtora de Dark Horse.
  • Do montante, 300 mil reais foram efetivamente pagos, conforme dados do Portal da Transparência, com as indicações feitas por três bolsonaristas e um petista.
  • As emendas foram destinadas ao Instituto Conhecer Brasil e à Associação Nacional de Cultura, ambas sediadas em um conjunto comercial na Avenida Paulista.
  • Em 2023, a deputada Valéria Bolsonaro encaminhou 100 mil reais para o instituto, para aquisição de equipamentos; em 2025, Gil Diniz destinou 200 mil reais para a mesma associação, para produção de série documental.
  • Em 2025, o deputado Lucas Bove sugeriu 213 mil reais para a mesma empresa, em projeto esportivo que foi impedido tecnicamente, enquanto o deputado Luiz Fernando Teixeira destinou 190 mil reais para projetos culturais, com uso previsto em aulas de teatro em São Bernardo do Campo.

Deputados da Assembleia Legislativa de São Paulo destinaram R$ 700 mil de recursos públicos para empresas ligadas a Karina Ferreira da Gama, sócia da produtora do filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro. As indicações partem de três bolsonaristas e um deputado petista, que negam irregularidades.

Do valor, R$ 300 mil já foram pagos, segundo o Portal da Transparência, e a apuração foi publicada pelo Metrópoles e confirmada pelo GLOBO.

As emendas foram direcionadas a duas empresas associadas a Karina, Instituto Conhecer Brasil e Associação Nacional de Cultura, ambas sediadas na Avenida Paulista, em São Paulo, conforme registro de CNPJs.

Valéria Bolsonaro, deputada do PL e ex-secretária de Políticas para a Mulher, destina R$ 100 mil para o instituto em 2023, com a finalidade de aquisição de equipamentos. A emenda foi executável até o fim de dezembro de 2023; a assessoria não retornou a demanda até o momento.

Em 2025, Lucas Bove, também do PL, indicou R$ 213 mil para o mesmo CNPJ para um projeto esportivo, mas a emenda foi impedida tecnicamente e não teve execução. O parlamentar afirmou ter redirecionado o recurso por falhas documentais do proponente.

Gil Diniz, conhecido como Carteiro Reaça, destinou R$ 200 mil para a Associação Nacional de Cultura, para a série documental Heróis Nacionais — Filhos do Brasil que não se rende, pagamento realizado em agosto de 2025. Não houve retorno de contato do parlamentar.

Este ano, o deputado Luiz Fernando Teixeira, do PT, protocolou uma emenda impositiva de R$ 190 mil para o instituto de Karina, com a finalidade de apoiar projetos culturais. Alega que o recurso será utilizado para aulas de teatro em São Bernardo do Campo, a pedido de um grupo de teatro, e afirma atuação em defesa do setor desde 2015.

Emendas sob escrutínio

O caso envolve escrutínio de emendas federais a entidades associadas a Karina, com foco em transparência e rastreabilidade das chamadas emendas Pix. O ministro do STF Flávio Dino cobrou explicações de deputados do PL sobre repasses para Instituto Conhecer Brasil e a Academia Nacional de Cultura.

Entre os citados estão Mário Frias, ex-ator e hoje deputado, que enviou R$ 2 milhões para o Instituto Conhecer Brasil; Alexandre Ramagem e Carla Zambelli teriam feito transferências para a mesma entidade, via mecanismo de emendas Pix. Também aparecem Marcos Pollon e Bia Kicis com verbas adicionais.

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