- Moscou lançou 524 drones e 22 mísseis em ataque de retaliação, com foco nas cidades de Dnipro e Odessa; ao menos 32 pessoas ficaram feridas.
- Em Odessa, três navios estrangeiros foram atingidos por destroços de drones abatidos pela defesa antiaérea, incluindo uma embarcação de carga chinesa.
- Do lado ucraniano, Kiev lançou nova ofensiva com drones contra o território russo, deixando ao menos duas mortes na região de Belgorod e atingindo instalações energéticas.
- O ataque ocorre após a maior ofensiva ucraniana contra a capital russa no fim de semana, que deixou várias vítimas e ganhou repercussão internacional.
- A escalada ocorre em meio a discussions sobre mediadores para paz; Kiev mantém ceticismo em relação a nomes propostos, enquanto Moscou sinaliza abertura a conversas.
O comando russo intensificou os ataques aéreos na madrugada desta segunda-feira, 18 de maio, retaliando ações ucranianas do fim de semana. Segundo relatos, foram lançados 524 drones e 22 mísseis, com concentramento em Dnipro e Odessa. Ao menos 32 pessoas ficaram feridas.
No porto de Odessa, principal ponto estratégico da Ucrânia, destroços de drones abatidos pela defesa atingiram três navios estrangeiros, incluindo uma cargueira chinesa. Pequim é vista como aliada de Moscou; nesta semana, Putin tem encontro programado com Xi Jinping.
Do lado ucraniano, as forças de Volodimir Zelenski reagiram com nova rodada de drones contra o território russo. Pelo menos duas pessoas morreram na região de Belgorod, após ataques que também miraram instalações de energia.
Desdobramentos e contextos
A ofensiva de Moscou sucede ao maior ataque aéreo russo contra a Ucrânia na semana passada, com mais de 1.500 drones e dezenas de mísseis disparados ao longo de três dias. Em resposta, Kiev intensificou operações contra alvos energéticos russos buscando comprometer capacidade de combate.
A troca de ataques ocorre em meio a disputas sobre a retomada de negociações de paz. O Kremlin sugeriu mediadores como o ex-primeiro-ministro alemão Gerhard Schröder, ideia rejeitada por Kiev. Zelenski pediu um mediador europeu aceito por Moscou.
Paralelamente, o tema envolve o interesse internacional pela mediação e pela evolução da situação estratégica. Enquanto Washington discute a crise com o Irã, o cenário de longo prazo permanece incerto, com impactos diretos sobre civis e infraestrutura.
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