- Após receber Trump, Xi Jinping se prepara para receber Vladimir Putin em Pequim, com a cúpula marcada para terça-feira, 19, e quarta-feira, 20, em tom mais amistoso.
- Xi afirmou que a cooperação bilateral entre China e Rússia se aprofundou e se consolidou; este ano marca o 30º aniversário da parceria estratégica.
- Analistas apontam que o estreitamento sino-russo preocupa EUA e Europa, especialmente desde o início da guerra na Ucrânia em 2022.
- O comércio bilateral atingiu recordes desde 2022, com a China comprando mais de um quarto das exportações russas; houve forte entrada de petróleo russo, gerando bilhões de dólares para Moscou.
- A Rússia pressiona pela aceleração do gasoduto Força da Sibéria 2, que aumentaria em cerca de 50 bilhões de metros cúbicos a capacidade entre os dois países, fortalecendo a segurança energética de Pequim.
Depois de receber o ex-presidente Donald Trump, Xi Jinping prepara uma cúpula com Vladimir Putin em Pequim. A reunião está marcada para terça-feira, 19, e quarta-feira, 20, com clima descrito como mais amistoso que o encontro anterior. A agenda inclui aprofundar a parceria entre Rússia e China, sobretudo na área de energia.
Segundo a imprensa estatal chinesa, Xi afirmou que a cooperação bilateral se aprofundou e se consolidou neste 30º aniversário da parceria estratégica. Em encontros anteriores, os dois líderes se reuniram mais de 40 vezes, fortalecendo vínculos que preocupam Estados Unidos e Europa desde o início da guerra na Ucrânia, em 2022.
O relacionamento sino-russo tem destaque no comércio. A China passou a comprar parcela significativa das exportações russas desde 2022, com forte participação de petróleo. Dados indicam que Pequim adquiriu mais de US$ 367 bilhões em combustíveis fósseis russos desde a invasão.
Essa dinâmica energética é vista por analistas como elemento central para Moscou manter reservas e exportações estáveis em meio a sanções internacionais e conflitos regionais, além de reforçar a segurança energética de Pequim.
A cobertura pública das visitas entre Xi e Putin surge em meio a discussões sobre a escalada de tensões envolvendo Taiwan. Pesquisadores avaliam que Pequim pode buscar acordos adicionais de energia para sustentar sua posição estratégica diante de possíveis cenários futuros.
Entre as propostas em pauta está o avanço do gasoduto Força da Sibéria 2, que ampliaria em cerca de 50 bilhões de metros cúbicos a capacidade de transporte de gás entre Rússia e China, aumentando a resiliência energética de ambas as nações.
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