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Agência afirma que China treinou militares russos para a Ucrânia

China treinou secretamente cerca de 200 militares russos no uso de drones no fim de 2024; acordo de 2 de julho de 2025 prevê treino de chineses na Rússia

Prato à venda em loja em Pequim com as imagens dos ditadores Xi Jinping e Vladimir Putin (Foto: JESSICA LEE/EFE/EPA)
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  • A Reuters informou que força armada da China treinou cerca de 200 militares russos no fim do ano passado, e parte deles estaria lutando na Ucrânia.
  • O treinamento concentrou‑se principalmente no uso de drones, segundo as fontes da agência.
  • Um acordo assinado em 2 de julho de 2025 entre altos oficiais rusos e chineses previa que cerca de 200 soldados russos seriam treinados em instalações na China, como Pequim e Nanjing; o acordo também prevê que centenas de soldados chineses seriam treinados na Rússia.
  • Os ministérios da Defesa da Rússia e da China não comentaram os detalhes; a China enviou comunicado à Reuters reiterando posição “imparcial” no conflito.
  • O contexto envolve a parceria entre os dois países anunciada antes da invasão da Ucrânia em 2022 e as acusações da Ucrânia de que a China fornece componentes para a indústria armamentista russa; Putin inicia, hoje, uma visita de dois dias à China.

A Reuters apurou que forças armadas da China treinaram secretamente cerca de 200 militares russos no final de 2024, e parte deles estaria lutando na Ucrânia. A informação vem de três agências de inteligência europeias e de documentos a que a agência teve acesso.

Segundo as fontes, as sessões de treinamento concentraram-se principalmente no uso de drones. O treinamento ocorreu em instalações na China, entre Pequim e Nanjing, segundo o material obtido pela Reuters.

Um acordo assinado em 2 de julho de 2025, entre oficiais russos e chineses, detalha a preparação de cerca de 200 soldados russos na China. O documento também prevê que centenas de soldados chineses seriam treinados na Rússia.

Ministérios da Defesa da Rússia e da China não comentaram os detalhes da reportagem. Pequim informou à Reuters que mantém uma posição “imparcial” no conflito, enquanto o tema envolve compra de energia russa por parte da China.

A China tem negado assistência direta, apresentando-se como mediadora para negociações de paz. O relatório coincide com críticas da Ucrânia sobre o apoio de Pequim ao esforço de guerra russo.

Nesta terça, o presidente russo, Vladimir Putin, iniciou uma visita de dois dias à China, pouco após Xi Jinping receber o presidente dos EUA, Donald Trump, em Pequim.

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