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Deportações nos EUA separaram 205 mil crianças dos pais, diz relatório

Relatório da Brookings mostra que as políticas imigratórias de Trump separaram cerca de 205 mil crianças dos pais, com apenas mil recebendo assistência formal

Agente do ICE (Serviço de Imigração e Controle de Alfândega dos EUA) em Minnesota, Estados Unidos, em dezembro de 2025
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  • Deportações durante a administração do presidente dos EUA, Donald Trump, impactaram duzentos e cinco mil crianças no país desde o início do governo, segundo a Brookings Institution.
  • Aproximadamente quatrocentos mil imigrantes foram detidos pelo ICE; entre as crianças afetadas, cento e quarenta e cinco mil são cidadãs americanas.
  • Cerca de vinte e dois mil dessas crianças cidadãs ficaram sem nenhum dos pais em casa após a detenção de ambos os responsáveis ou do único cuidador presente no domicílio.
  • O estudo aponta que apenas cerca de mil crianças receberam alguma assistência formal do sistema de proteção infantil; o ICE raramente acionava serviços nessa situação.
  • Os pesquisadores estimam que quatro milhões e seiscentos mil crianças cidadãs vivem hoje com pais que correm risco de deportação, pedindo melhor coleta de dados e proteção às crianças.

Desde o início da gestão do então presidente Donald Trump, as políticas de imigração dos EUA teriam separado cerca de 205 mil crianças de seus pais, aponta um relatório da Brookings Institution. O estudo indica ainda que aproximadamente 400 mil imigrantes foram detidos pelo ICE, Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA, durante prisões dentro do país.

Entre as crianças atingidas, cerca de 145 mil são cidadãs americanas. O relatório cita ainda que cerca de 22 mil dessas crianças cidadãs ficaram sem nenhum dos pais em casa após a detenção de ambos os responsáveis ou do único cuidador no domicílio. Os números oficiais do DHS são considerados potencialmente subnotificados pelos pesquisadores.

Contexto e impactos

Entre as crianças cidadãs afetadas, 36,5% têm menos de seis anos. A maioria dos casos envolve pais originários do México, representando quase 54% dos casos, seguidos por Guatemala e Honduras. O estudo aponta a ausência de um sistema estruturado para acompanhar o bem-estar dessas crianças após a prisão dos pais.

Contornos do atendimento

O relatório sustenta que o ICE raramente aciona serviços de proteção infantil, exceto quando as crianças estão presentes no momento da prisão e não há outro cuidador imediato disponível. Em boa parte dos casos, as crianças ficam sob a responsabilidade de amigos ou familiares, com apenas cerca de 1 mil recebendo assistência formal do sistema de proteção infantil.

Perspectivas e recomendações

Os pesquisadores estimam que cerca de 4,6 milhões de crianças cidadãs americanas vivem hoje com pais que enfrentam risco de deportação. O estudo recomenda aprimorar a coleta de dados sobre impactos de detenções e deportações em famílias com filhos, além de adotar medidas de proteção para as crianças diante da separação familiar.

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