- Os EUA classificaram os protestos na Bolívia contra o governo de Rodrigo Paz como uma tentativa de golpe financiado por uma aliança entre política e crime organizado.
- A afirmação foi feita pelo secretário de Estado adjunto, Christopher Landau, nesta terça-feira, durante palestra em Washington.
- Os confrontos entre polícia e manifestantes ocorreram na Plaza Murillo, onde ficam o Palácio do Governo e o Congresso boliviano.
- Landau chamou o movimento de “golpe em curso” e afirmou que é financiado pela aliança entre política e crime organizado na região.
- O diplomata pediu posicionamento dos países vizinhos, citando o Brasil e a Colômbia, para defender o processo institucional na Bolívia.
Os Estados Unidos classificaram os protestos na Bolívia contra o governo de Rodrigo Paz como tentativa de golpe financiada por uma aliança entre política e crime organizado. A afirmação foi feita pelo Secretário de Estado Adjunto, Christopher Landau, nesta terça-feira (19/5), em Washington, durante palestra no Conselho das Américas. Os atos ocorrem na Plaza Murillo, em La Paz, onde ficam o Palácio do Governo e o Congresso boliviano.
Landau afirmou que o processo democrático boliviano corre risco diante de manifestações violentas que bloqueiam ruas. O subsecretário reforçou a ideia de golpe em curso e associou os protestos a financiadores da região, em tom de alerta para a comunidade internacional. A fala ocorreu no contexto de confrontos entre polícia e manifestantes.
O diplomata pediu que países vizinhos se posicionem em defesa do governo de Paz, citando explicitamente o Brasil e a Colômbia. Segundo ele, é importante que democracias expressem apoio ao processo institucional na Bolívia, especialmente quando um governo recém-eleito enfrenta pressão de opositores nas ruas.
Contexto regional e apelo internacional
Os EUA destacaram a necessidade de observação internacional e de evitar desestabilização que possa comprometer o voto recenteista do governo boliviano. Em La Paz, autoridades locais não divulgaram balanços oficiais atualizados sobre o número de feridos ou prisões. As informações reforçam a importância de canais diplomáticos entre as partes envolvidas.
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