- Alina Fernández, filha de Fidel Castro e exilada em Miami, disse à CNN que os EUA não devem subestimar o governo cubano e que uma ação militar traria sofrimento.
- Ela afirma que os cubanos já vivem sob uma sensação de invasão há 67 anos e que o governo costuma colocar civis na linha de frente.
- O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, alertou que qualquer ataque dos EUA resultará em banho de sangue; Fernández concorda com a avaliação.
- Ela acredita que a postura mais agressiva dos EUA é influenciada pelo secretário de Estado Marco Rubio, e não tanto pelo presidente Donald Trump.
- Fernández comenta que Raúl Castro tem quase noventa e cinco anos e vê a situação como parte de uma estratégia, lembrando que deixou Cuba em 1993 para proteger sua filha.
Alina Fernández, exilada em Miami e filha de Fidel Castro, alerta para os riscos de subestimar o governo cubano. A entrevista teve enfoque na possibilidade de intervenção militar dos EUA e nas consequências humanitárias que isso poderia provocar.
Aos 70 e poucos anos, Fernández relembra que passou grande parte da vida acompanhando Fidel na televisão, em discursos que marcavam sua geração. Descobriu mais tarde ser filha do líder durante visitas do pai à família em Havana.
Ela vive em um pequeno apartamento em Miami e mantém posição crítica ao regime cubano. Em 1993, decidiu deixar Cuba com a filha, afirmando que a influência de seu pai sobre a família não era saudável para a educação da filha.
Fernández aponta que o governo cubano costuma colocar civis na linha de frente em conflitos, e que uma ação militar contra Cuba seria dolorosa. Ela também comenta a relação com Raúl Castro, destacando a diferença entre ambos os irmãos.
Sobre o atual cenário político, a exilada reforça que a retórica dos EUA pode ter influência de figuras como o secretário de Estado Marco Rubio, e não apenas do presidente em exercício. Ela não faz previsões sobre desfechos, apenas ressalta a gravidade da situação.
Ela relembra o drama pessoal da descoberta da paternidade e afirma que a percepção pública sobre Fidel nem sempre coincidiu com a realidade de sua relação familiar. Fernández enfatiza que vive como qualquer cubana no exílio, sem distorções de posição.
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