- Forças israelenses interceptaram mais dez embarcações da flotilha Global Sumud que buscava chegar a Gaza, abrindo fogo, segundo imagens e organizadores; Israel afirma não ter usado munição real e não houve vítimas.
- A flotilha, com cerca de quatrocentos e vinte oito participantes de mais de quarenta países, tentava entregar ajuda humanitária a Gaza; já havia sido interceptada em missões anteriores.
- Quatro brasileiros chegaram a ser capturados nas operações: Beatriz Moreira, Ariadne Teles, Thainara Rogério e, nesta terça, o médico Cássio Pelegrini; os demais não foram contatados.
- O Itamaraty e outros países emitiram nota de condenação aos ataques, pedindo libertação dos ativistas e respeito ao direito internacional; os Estados Unidos anunciaram sanções a pessoas ligadas à flotilha.
- Turquia e Brasil puderam criticar a intervenção; Israel reafirmou o bloqueio naval e disse não permitir violações, enquanto a flotilha denunciou agressão e violência.
Forças israelenses interceptaram mais dez barcos da flotilha Global Sumud enquanto avançavam em direção a Gaza nesta terça-feira. Segundo imagens e organizadores, as embarcações foram atingidas com fogo em pelo menos dois navios. Israel afirma ter atuado com avisos e meios não letais, sem uso de munição letal.
A flotilha, que já teve 41 barcos interceptados em operação anterior, tentava entregar ajuda à Faixa de Gaza após missões anteriores terem sido interceptadas em águas internacionais. A organização brasileira informou que cerca de 428 participantes de mais de 40 países estavam a bordo quando houve novos contatos com as forças israelenses.
Três brasileiras foram capturadas na primeira operação, Beatriz Moreira, Ariadne Teles e Thainara Rogério. Nesta terça, o quarto brasileiro, o médico pediatra Cássio Pelegrini, também foi detido. Ariadne Teles e Thainara Rogério haviam anunciado greve de fome antes da captura.
Intervenção e versão de Israel
Israel reafirmou que não houve disparos de munição real e que as ações foram tomadas como advertência, com meios não letais direcionados às embarcações e não aos manifestantes. O Ministério das Relações Exteriores detalhou que não houve feridos.
A flotilha seguia em rota pelo Mediterrâneo oriental, após várias tentativas frustradas de entregar ajuda à Gaza. A embarcação que chegou mais próxima permaneceu a 80 milhas náuticas (148 km) da costa palestina, segundo a organização.
Repercussões internacionais
O governo de Brasil, em nota conjunta com outros países, condenou os ataques e pediu a libertação dos ativistas detidos. O Itamaraty ressaltou a necessidade de proteger a segurança dos participantes e da liberdade de navegação.
O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, denunciou a intervenção e solicitou ação da comunidade internacional. O Departamento do Tesouro dos EUA anunciou sanções contra quatro pessoas associadas à flotilha, classificando-a como pró-Hamas.
Palestinos e organizações humanitárias afirmam que os estoques de ajuda continuam insuficientes em Gaza, mesmo com acordos de cessar-fogo. Israel controla o acesso à região e nega que haja retenção de suprimentos.
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