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Jovem atropelada no Rio viveu guerra no Líbano e volta para realizar sonho

Mariana Tanaka Abdul Hak, 20, filha de diplomatas, que voltava ao Brasil para começar carreira na L'Oreal, morre após atropelamento em Ipanema, um dia após chegar ao Rio

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  • Mariana Tanaka Abdul Hak, 20 anos, morreu no domingo após ser atropelada por uma van em Ipanema; ela havia desembarcado no Rio de Janeiro no dia do acidente.
  • Natural de Londres, ela morou na Venezuela, cresceu na Bélgica e viveu no Líbano; estudou administração e falava cinco idiomas.
  • Ao retornar ao Brasil no mês passado, buscava iniciar a carreira na indústria de cosméticos, com expectativa de trabalhar na L’Oréal.
  • É filha dos diplomatas Ibrahim Abdul Hak Neto, hoje assessor especial do presidente, e Ana Patrícia Neves Abdul Hak, cônsul-adjunta do Brasil em Buenos Aires.
  • A família teve experiências de vida em escolas internacionais na Europa e no Oriente Médio, incluindo períodos de conflito durante a estadia no Líbano.

Mariana Tanaka Abdul Hak, 20 anos, morreu no último domingo após ser atropelada por uma van em Ipanema, no Rio de Janeiro. O acidente ocorreu no dia em que desembarcou na cidade, para iniciar sua trajetória profissional na indústria de cosméticos, visando atuar para a L’Oréal.

Natural de Londres, a brasileira viveu no exterior por grande parte da vida. Filha de diplomatas, Ibrahim Abdul Hak Neto e Ana Patrícia Neves Abdul Hak, morou em Venezuela, Bélgica, Líbano e outros países da Europa durante a formação. Estudou em escolas internacionais e dominava cinco idiomas.

Desde cedo, Mariana demonstrou fluidez cultural e liderança. Ao retornar ao Brasil, planejava consolidar a carreira no setor de cosméticos e começar a vida no país que tanto amava.

Trajetória internacional e retorno ao Brasil

A família relata que Mariana estudou na St John’s International School, em Bruxelas, e depois ampliou a formação na ESCP, com campi em Paris, Londres e Turim. O espanhol foi o primeiro idioma que aprendeu, seguido pelo inglês, italiano, francês e, claro, o português.

A mudança para o Líbano marcou um período turbulento. A jovem vivenciou ataques e quedas de tensão que a fizeram enfrentar deslocamentos e isolamento em bunkers, reforçando uma visão de mundo pautada pela diversidade.

Detalhes do acidente e legado

A jovem havia desembarcado no Rio no mesmo dia do acidente. O episódio interrompeu uma etapa de transição profissional: a ideia era iniciar a carreira na L’Oréal e estabelecer raízes no Brasil, após duas décadas como cidadã do mundo. O corpo segue para os procedimentos legais e de confirmação de identidade.

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