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Manifestantes anti-governo e polícia entram em confronto na Bolívia

Confrontos entre manifestantes anti-governo e polícia em La Paz, com gás lacrimogêneo, milhares pedem a saída de Rodrigo Paz; Procurador-Geral confirma mandado de prisão contra Mario Argollo por terrorismo e incitação

A handful of protestors run across the road with smoke rising in the background
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  • Manifestantes ant governo se reuniram em La Paz, na capital da Bolívia, para exigir a renúncia do presidente Rodrigo Paz.
  • A polícia usou gás lacrimogênio para conter as pessoas durante o protesto, que integra semanas de tensão no país.
  • Agricultores, mineradores, professores e comunidades indígenas estiveram entre os milhares de manifestantes que pedem salários mais altos e o fim da privatização de empresas estatais.
  • Vídeos da cidade mostram manifestantes aplaudindo, ateando fogo e lançando objetos.
  • O Ministério Público informou que será emitido mandado de prisão contra o líder da maior central sindical COB, Mario Argollo, acusado de terrorismo e incitação a protestos contra o governo.

Na Paz, Bolívia, dezenas de manifestantes se reuniram na capital na segunda-feira para exigir a renúncia do presidente Rodrigo Paz. O protesto ocorreu em meio a semanas de inquietação no país, motivada por pressões econômicas e resistência à privatização de empresas estatais.

Entre os presentes estavam agricultores, mineradores, docentes e comunidades indígenas, que pedem reajuste salarial e oposição à privatização de setores estatais. Os marchantes percorreram a cidade com faixas e cantos, segundo vídeos obtidos na região.

A polícia lançou gás lacrimogêneo para dispersar as pessoas e controlar a multidão que se formou no centro de La Paz. O confronto envolveu relatos de início de incêndios e objetos arremessados, dificultando a movimentação dos manifestantes.

Desdobramentos

O Ministério Público informou que emitirá um mandado de prisão contra o líder da maior central sindical, COB, Mario Argollo. A acusação envolve terrorismo e incitação a protestos contra o governo. Argollo ainda não foi detido.

A operação policial, associada aos protestos, ocorre em meio a uma escalada de tensões entre governo e setores opositores e permanece em desenvolvimento. Autoridades locais não detalharam novos planos para os próximos dias.

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