- Os preços do petróleo caíram nesta terça-feira após o vice-presidente dos EUA, JD Vance, dizer que houve progresso nas negociações com o Irã, sem que nenhum dos lados queira retomar ações militares.
- O Brent para julho caiu 0,73%, para US$ 111,28 por barril; o petróleo bruto dos EUA (WTI) para entrega em junho caiu 0,82%, para US$ 107,77; o terceiro contrato mais ativo de julho ficou em US$ 104,15.
- Apesar da queda, os preços permaneceram elevados, com o Brent atingindo o maior valor desde 5 de maio e o WTI, desde 30 de abril, na sequência de altas anteriores.
- O conflito no Oriente Médio interrompeu o Estreito de Ormuz, afetando o comércio de petróleo e gás natural liquefeito, apontando para riscos de oferta global.
- Em termos de política, as sanções americanas atingiram uma casa de câmbio iraniana e empresas de fachada ligadas a bancos iranianos, além de 19 embarcações sob pressão por suposto transporte de petróleo iraniano.
O petróleo recuou nesta terça-feira após o vice-presidente dos EUA, JD Vance, dizer que houve progresso nas negociações com o Irã e que nenhum lado deseja uma retomada de ações militares. A fala ocorreu em uma reunião na Casa Branca, em meio a relatos de avanços diplomáticos entre Washington e Teerã.
Vance afirmou que os EUA e o Irã mostraram avanços e que os iranianos parecem ter interesse em fechar um acordo. O anúncio ocorreu enquanto os governos tentam evitar uma escalada militar no Oriente Médio. As declarações ajudaram a reduzir as tensões no curto prazo, segundo analistas.
Concomitantemente, na segunda-feira, Trump disse ter adiado um ataque militar previamente programado para esta terça-feira. O ainda inacabado acordo diplomático mantém a incerteza sobre o desempenho futuro dos preços do petróleo.
Na prática, os contratos futuros do Brent para julho caíram 0,73%, para 111,28 dólares por barril. O WTI para entrega em junho caiu 0,82%, para 107,77 dólares. O contrato mais ativo de julho recuou para 104,15 dólares.
Mesmo com a baixa, os preços permaneceram em patamares elevados. O Brent teve o maior valor desde 5 de maio e o WTI, desde 30 de abril, conforme o fechamento parcial das negociações.
Analistas ressaltam que o petróleo segue pressionado pela interrupção de fornecimento na região. O estreito de Ormuz permanece sob controle de tensões, o que pode manter volatilidade nos preços independentemente de avanços diplomáticos.
A Agência Internacional de Energia aponta que o mundo depende de cerca de um quinto do petróleo e gás natural transportados pelo estreito. O setor segue atento a qualquer sinal de acordo, conflito ou novas sanções que possam impactar o fluxo de óleo.
Bandeiras de cautela também aparecem com dados de oferta. O Departamento de Energia dos EUA informou retirada recorde de 9,9 milhões de barris da Reserva Estratégica na semana passada, reduzindo os estoques a 374 milhões de barris, o menor nível desde julho de 2024.
Em meio a sanções e medidas regulatórias, as atenções do mercado seguem voltadas para a evolução das negociações com o Irã, bem como para eventuais ações militares que possam reconfigurar o cenário de oferta global de petróleo.
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