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Putin chega à China para visita de Estado, dias após partida de Trump

Putin chega a Pequim para encontro com Xi, buscando ampliar parceria estratégica em energia, defesa e economia, dias após a passagem de Trump

Bandeiras da Rússia e da China na Praça da Paz Celestial, em Pequim, antes da visita de Putin a Xi nesta terça (19)
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  • Putin chegou a Pequim na noite de terça-feira, 19 de maio, para uma visita de Estado a convite de Xi Jinping.
  • O encontro com Xi está marcado para a manhã de quarta-feira; os dois vão tratar de cooperação bilateral e fortalecer parceria abrangente e cooperação estratégica.
  • A visita comemora 25 anos do Tratado de Boa Vizinhança e Cooperação Amistosa e os 30 anos do início das relações estratégicas entre Rússia e China.
  • Entre os temas estão energia, economia e defesa; as exportações russas de petróleo à China cresceram mais de um terço no primeiro trimestre de 2026 e o gasoduto Power of Siberia 2 deve transportar cerca de 50 bilhões de metros cúbicos por ano.
  • A China é apresentada pela imprensa estatal como ponto focal da diplomacia global; a Ucrânia aparece como pano de fundo, e Taiwan é citado como questão sensível, com a Rússia apoiando a ideia de Taiwan como parte inalienável da China.

Putin chega a Pequim para visita de Estado, quatro dias após a partida de Trump, em um movimento que reforça o papel diplomático da China. O presidente russo viajou a convite de Xi Jinping e desembarcou na capital chinesa nesta terça-feira, no horário local.

A visita marca a primeira vez neste mês que Pequim recebe os mandatários dos dois países, visto por analistas como uma demonstração de neutralidade e de peso diplomático da China diante de conflitos globais. Putin será recebido por Wang Yi ao chegar ao aeroporto.

Segundo o Kremlin, Putin e Xi discutirão assuntos bilaterais, fortalecimentos da parceria abrangente e cooperação estratégica, além de questões internacionais e regionais. O encontro ocorre antes da reunião prevista entre os dois líderes na manhã de quarta-feira.

A agenda envolve principalmente energia, economia e defesa, com foco em ampliar acordos entre Rússia e China. Rússia e China mantêm vínculos estreitos desde décadas, fortalecidos no contexto de sanções ocidentais e dependência energética mútua.

Dados oficiais indicam expansão das exportações russas de petróleo para a China no primeiro trimestre de 2026, em linha com o fortalecimento do comércio. A conversa sobre o gasoduto Poder da Sibéria 2 também deve aparecer, buscando ampliar o fluxo energético entre os países.

O tema Iran e o comércio bilateral permanecem relevantes, sem sinal de que a Rússia seja o foco central das conversas entre Xi e Trump recentemente. O contexto regional inclui tensões no Oriente Médio e preocupações com a segurança de abastecimento para a China.

A cooperação energética aparece como elemento-chave, dada a dependência chinesa de energia. O gasoduto e a participação de Pequim em contratos de longo prazo são vistos como estratégicos para evitar interrupções em cenários de conflito regional.

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