- Putin desembarca em Pequim para reunião com Xi Jinping, na 25ª visita dele à China.
- A China e a Rússia vêm estreitando laços desde o início da Guerra na Ucrânia, em 2022, em áreas comerciais, militares e diplomáticas.
- Do ponto de vista militar, houve aumento de exercícios conjuntos: 97 desde 2003, 32 após a invasão, com 11 em 2024 e 7 em 2025, incluindo o primeiro exercício submarino.
- O comércio bilateral saltou de US$ 12 bilhões em fevereiro de 2022 para US$ 22 bilhões em março deste ano, impulsionado principalmente por combustíveis fósseis.
- O tema energético, especialmente o gasoduto Força da Sibéria 2, permanece em pauta, e Putin chega a Pequim com cenário doméstico desafiador e medidas de segurança reforçadas.
Putin chega a Pequim para reunião com Xi Jinping, em meio a aproximação cada vez maior entre Rússia e China. O encontro ocorre poucos dias após a visita de Vladimir Putin a autoridades chinesas e marca a 25ª visita do presidente russo à China ao longo de seus mandatos.
A viagem intensifica laços em áreas estratégicas, especialmente econômica, militar e diplomática. Putin afirmou, antes da viagem, que a relação entre os dois países está em proximidade sem precedente, reforçando o alinhamento em meio a sanções ocidentais.
A Rússia depende de Pequim como parceiro econômico diante de sanções ocidentais, e vê na China um aliado para treinamentos militares e cooperação tecnológica. Dados do Instituto Mercator indicam crescimento do comércio entre as nações, com foco em energia e recursos.
No âmbito militar, há histórico de exercícios conjuntos e maior cooperação desde 2003. Segundo o mesmo estudo, 97 atividades de defesa ocorreram até hoje, com 32 após o início da guerra na Ucrânia. Em 2024 foram 11 exercícios, 7 em 2025, incluindo o primeiro exercício submarino conjunto.
O negócio entre os dois países ganhou impulso, com o comércio entre Rússia e China aumentando de 12 bilhões de dólares em 2022 para cerca de 22 bilhões em 2024, segundo o Mercator. O petróleo e o gás continuam como principais itens de exportação russa para a China.
A agenda no encontro deve incluir o gasoduto Força da Sibéria 2, ainda fora de operação plena, e ajustes em temas energéticos. Analistas destacam que a parceria econômica é chave para contornar restrições internacionais, mas também aumenta a dependência russa.
Cenário externo não facilita a posição de Putin. A Rússia enfrenta dificuldades na guerra na Ucrânia, com perdas militares e ataques ucranianos a Moscou. A China observa com cautela as operações de Moscou e mantém postura de mediação estratégica.
Relatórios indicam medidas de segurança reforçada para a comitiva russa na China, com controles de acesso mais rígidos. A presença de Putin em Pequim ocorre em meio a incertezas sobre desfechos regionais e pressões internacionais.
A reunião entre Putin e Xi Jinping ocorre em momento de reequipamento diplomático e econômico entre as duas potências, que buscam fortalecer a cooperação diante de um quadro geopolítico complexo e de tensões com outros blocos globais.
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