- O senador governista Alexander López teve o veículo alvejado por mais de dez homens em uma rodovia no departamento de Cauca, sudoeste da Colômbia, nesta terça-feira (19).
- López viajava em carro alternativo após receber alertas de segurança, indo de Popayán a Cali, após participar de comício de Iván Cepeda.
- O ataque foi atribuído aos dissidentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), liderados por Iván Mordisco, segundo o presidente Gustavo Petro.
- Segundo Petro, o ataque ocorreu a aproximadamente um quilômetro do local de um atentado com bomba em abril que deixou 21 civis mortos; também houve ataque a outro carro de prefeito da região.
- Cauca é região com intensa produção de drogas e é reduto de dissidentes; em fevereiro houve o sequestro de uma candidata a vice-presidente, Aida Quilcué, ligada a Cepeda.
Um ataque a tiros atingiu o veículo de um senador colombiano nesta terça-feira, 19, na região sudoeste do país. O ataque ocorreu durante a passagem do senador por uma rodovia no departamento de Cauca, depois de ele ter participado de um comício.
O senador envolvido é Alexander López, que integra o campo governista. Segundo ele, homens a bordo de mais de uma caminhonete abriram fogo com fuzis, deixando seu carro sob ataque e levando-os a parar. Um de seus seguranças foi retido por cerca de cinco minutos.
López seguia de Popayán para Cali após o comício de Iván Cepeda, candidato apoiado pela esquerda. Cepeda representa a continuidade do apoio de Gustavo Petro na corrida presidencial marcada para o dia 31 de maio.
Antes do ataque, López já havia recebido avisos de segurança. Ele contou que, ao perceber a aproximação dos atiradores, trocou de veículo para driblar o risco. O automóvel dele foi alvejado, mas não houve confirmação de feridos entre o público.
O presidente Gustavo Petro denunciou o atentado, atribuindo-o a dissidentes das Farc que, segundo ele, teriam virado as costas ao acordo de paz. O chefe de Estado citou Iván Mordisco como líder do grupo envolvido.
Petro afirmou ainda, em rede social, que o carro foi metralhado por núcleos armados vinculados ao narcotráfico comandados por Mordisco. Ele também mencionou que outro veículo de um prefeito da região foi atacado.
O ataque ocorreu a aproximadamente um quilômetro de um atentado com explosivo que deixou 21 civis mortos no fim de abril, segundo o presidente. O episódio recente destaca a persistente violência na Colômbia.
Cauca continua sendo área de forte presença de narcotráfico e abriga dissidentes das Farc. A região já concentrou ações armadas de grupos dissidentes e eventos de violência política.
Em fevereiro, a candidatura à vice-presidência de Aida Quilcué, aliada de Cepeda, foi sequestrada por algumas horas no estado. O episódio aumentou a percepção de insegurança associada ao pleito.
O cenário eleitoral colombiano permanece marcado por ataques, assassinatos e sequestros, em meio à pior onda de violência desde a assinatura do acordo de paz de 2016. As autoridades continuam investigando as circunstâncias do ocorrido.
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