- Um suposto contrabandista de migrantes, conhecido como Kardo Ranya, foi preso no Curdistão iraquiano, sob suspeita de tráfico humano, e permanece detido durante as investigações.
- A prisão foi anunciada pela National Crime Agency (NCA) do Reino Unido, em 13 de maio, após ligações com redes de contrabando envolvidas com tráfego para o Reino Unido.
- A BBC apurou que o grupo, liderado por Jaf, controlaria a maior parte das travessias ilegais pelo Canal da Mancha nos últimos anos, com a região de origem ligada ao município citado pela rede.
- Jaf promovia os serviços nas redes sociais, oferecendo rotas do Afeganistão ao Reino Unido, com opções conforme o orçamento, incluindo um suposto serviço “VIP” por £160 mil para levar uma família a Manchester; relatos de passageiros de baixa renda mostram embarcações superlotadas.
- O indeferimento de envolvimento foi apresentado pelo suspeito, que afirmou apenas orientar pessoas sobre como deixar o país; a BBC apresenta a investigação no podcast Intrigue: To Catch A King.
A BBC identificou e revelou a identidade de um contrabandista de migrantes de alto nível, que foi preso no Curdistão. A prisão ocorreu no dia 13 de maio, pela Kurdish Regional Security Agency, e ele permanece detido durante as investigações. A operação ainda não teve conclusão formal divulgada.
A rede é atribuída a Kardo Jaf, conhecido também como Kardo Ranya, que supostamente deslocou milhares de pessoas em pequenas embarcações para cruzar o Canal da Mancha rumo ao Reino Unido nos últimos anos. A contabilidade do grupo vem de décadas de atuação sob vários apelidos, o que dificultou ações internacionais. A identidade foi revelada na investigação da BBC realizada por Sue Mitchell e Rob Lawrie, apresentada no podcast Intrigue: To Catch A King.
Jaf negou as acusações ao ser abordado pela BBC, dizendo que apenas orientava pessoas sobre como sair do Iraque e que não acredita ter cometido qualquer crime. A BBC aponta que ele era um elo central em uma rede kurda iraquiana que dominava boa parte das travessias ilegais para o UK, com o sobrenome Ranya ligado à sua origem.
A National Crime Agency, que não divulgou o nome do suspeito, classificou a prisão como um “suspeito de contrabando” relevante. O diretor de Operações Rob Jones mencionou que a ação mostra que indivíduos ligados a redes de imigração ilegal não estão fora do alcance das autoridades. Atualmente, mais de 100 investigações estão em curso sobre redes ou indivíduos dessa atuação.
Entre 2020 e 2025, as travessias de pequenas embarcações tornaram-se o método mais comum de entrada irregular no Reino Unido. A maioria dos migrantes afirma pedido de asilo, o que, segundo o direito internacional, permite permanecer no país durante a análise do caso. A maioria das pessoas que cruzam o canal tem menos de 40 anos, com predomínio de homens.
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