- Xi Jinping recebe Vladimir Putin em Pequim, com guarda de honra, dando início a uma cúpula entre China e Rússia.
- Os dois elogiou os laços estratégicos e destacaram foco em uma visão de longo prazo e em um sistema global mais justo.
- O comércio bilateral subiu cento e sessenta e um por cento nos primeiros quatro meses deste ano; em 2025, o comércio atingiu 1,63 trilhão de yuans (US$ 240 bilhões), com queda de 6,5% ante 2024.
- O Kremlin espera a assinatura de cerca de quarenta documentos e a divulgação de uma declaração conjunta de 47 páginas; a negociação do gasoduto Força da Sibéria 2 também está em pauta.
- Putin convidou Xi para visitar a Rússia no próximo ano, em meio a debates em torno de parcerias energéticas e maior cooperação económica.
Os presidentes Xi Jinping, da China, e Vladimir Putin, da Rússia, iniciaram nesta quarta-feira em Pequim uma reunião que marca a retomada de laços estratégicos. O encontro ocorre após a visita de Donald Trump a Wuhan e visa fortalecer cooperação econômica e energética. Xi ressaltou a necessidade de uma visão de longo prazo para um sistema global mais estável e justo.
Putin afirmou que as relações bilaterais contribuem para a estabilidade global e que a Rússia continua como fornecedora confiável de energia. O Kremlin informou que a delegação russa inclui ministros e dirigentes de estatais, com agenda de cooperação econômica e energética. O encontro teve cerimônia de boas-vindas com guarda de honra no Grande Salão do Povo.
A reunião pode resultar na assinatura de cerca de 40 documentos e na divulgação de uma declaração conjunta sobre a parceria. Analistas destacam que fontes de energia, como o gasoduto Força da Sibéria 2, devem entrar na pauta entre Beijing e Moscou. A China busca diversificação de fornecimento, em meio a sanções econômicas sobre a Rússia.
Antes das discussões, Xi e Putin participaram de conversas formais e de um provável encontro informal para chá. Observadores veem o evento como demonstração de proximidade entre dois polos de alta influência, diante de um cenário internacional cada vez mais fragmentado.
Especialistas apontam que o clima entre as lideranças é marcado pela cooperação econômica, com foco na energia e em acordos comerciais. A China, segundo analistas, busca reduzir dependência de qualquer único fornecedor, mantendo a flexibilidade de escolhas.
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