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China amplia espaço para carne bovina dos EUA

China abre espaço para carne bovina dos EUA, renova licenças por cinco anos e retoma importações avícolas, ampliando espaço para frigoríficos norte-americanos

Compromisso foi assumido durante visita do presidente dos EUA, Donald Trump (dir.), a Pequim na semana passada; na foto, republicano ao lado de Xi Jinping (esq.)
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  • A China vai facilitar a entrada de carne bovina dos Estados Unidos, renovando licenças de exportação por cinco anos para centenas de frigoríficos com registro atrasado e habilitando novas instalações.
  • Também houve compromisso de retomar as importações de produtos avícolas dos EUA.
  • Os EUA se comprometeram a reduzir barreiras não tarifárias contra produtos chineses, suspender retenções de laticínios chineses e facilitar o acesso a plantas em vasos.
  • A China deverá restabelecer o registro de exportadores de carne bovina qualificados dos EUA e acelerar análise de documentos de empresas americanas com exportações suspensas por questões de resíduos de medicamentos.
  • As cotas de importação permanecem: Brasil tem limite de 1,1 milhão de toneladas de carne bovina e os EUA, 164 mil toneladas; ainda há espaço para negociações, mas sob restrições.

A China anunciou avanços significativos para ampliar as importações de carne bovina dos EUA. O anúncio ocorreu durante a visita do presidente Donald Trump a Pequim, na semana passada, e faz parte de compromissos entre os dois países para reforçar o comércio agropecuário.

Entre as medidas, Pequim disse que vai restabelecer o registro de exportadores de carne bovina qualificados dos EUA e suspender restrições por surtos de influenza aviária em alguns Estados. A ação busca facilitar o ingresso de carne bovina norte-americana no mercado chinês.

Além disso, a China pretende retomar as importações de produtos avícolas dos EUA e agilizar a análise de documentos de retificação de empresas norte-americanas de carne bovina cuja exportação foi suspensa por questões de resíduos de medicamentos.

Compromissos entre EUA e China

O governo americano se comprometeu a reduzir barreiras não tarifárias contra produtos agrícolas chineses, além de suspender medidas de retenção a laticínios chineses e facilitar o acesso a plantas em vasos. A meta é também pressionar pela suspensão de detenção automática de três produtos aquáticos chineses e designar a província de Shandong como zona livre de influenza aviária altamente patogênica.

Promessas da China

A China irá restabelecer o registro de exportadores de carne bovina dos EUA, suspender restrições após surtos de influenza aviária em alguns Estados e retomar as importações de produtos avícolas. Também vai acelerar a análise de documentos para empresas norte-americanas de carne bovina cujas exportações enfrentavam suspensões por problemas com resíduos.

Contexto e impactos

A negociação facilita o funcionamento de frigoríficos dos EUA e sinaliza a retomada de importações de carne bovina para a China, um dos maiores mercados globais. Entretanto, as quotas de importação permanecem em vigor, mantendo limites que afetam também o Brasil.

Na prática, as cotas norte-americanas continuam restritas: 164 mil toneladas, frente 1,1 milhão de toneladas para o Brasil. A medida mantém pressão sobre produtores de todos os países exportadores vizinhos.

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