- A China concordou em comprar 200 jatos da Boeing e reabrir importação de alguns produtos de carne bovina dos EUA.
- As duas equipes negociaram tarifas e definiram encaminhamentos para reduções recíprocas em um arcabouço de compras de pelo menos US$ 30 bilhões.
- Os itens aprovados podem receber alíquotas de nação mais favorecida ou inferiores no futuro.
- Os EUA se comprometeram a suspender a detenção automática de produtos lácteos chineses desde 2008 e a avançar na remoção de medidas sobre três categorias de produtos aquáticos chineses.
- A China retomará o registro de importadores de carne bovina dos EUA, reiniciará compras de produtos avícolas de alguns estados e discutem controle de exportação de terras raras.
O governo chinês e os EUA fecharam acordos comerciais limitados após a cúpula entre Donald Trump e Xi Jinping. O foco é reduzir tarifas em pares de produtos e abrir caminho para cooperação mais ampla. O compromisso foi anunciado após conversas da semana passada.
Segundo o Ministério do Comércio da China, as equipes manteve discussões aprofundadas sobre tarifas e traçaram encaminhamentos para medidas bilaterais. A China espera que os EUA cumpram compromissos e não ultrapassem os níveis pactuados em Kuala Lumpur.
O ministério informou ainda que ambos concordaram, em princípio, em discutir um arcabouço de reduções recíprocas de tarifas para bens de valor equivalente, envolvendo ao menos US$ 30 bilhões de cada lado. O objetivo é facilitar o comércio bilateral.
Detalhes do acordo
Pequim retomará o registro de importadores qualificados de carne bovina dos EUA e reabrirá compras de carnes de certos estados. A China também avançará na análise de materiais de adequação apresentados por empresas americanas do setor.
Os EUA concordaram em suspender medidas de detenção automática sobre produtos lácteos chineses desde 2008 e trabalhar para remover restrições sobre três categorias de produtos aquáticos chineses, segundo o ministério.
Além disso, Washington aprovou importações-piloto de determinados produtos de bonsai da China e comprometeu-se com a remoção de barreiras não tarifárias em setores agrícolas de interesse mútuo.
Implicações e próximos passos
No lado chinês, Pequim ampliará a cooperação para temas de acesso a mercado e barreiras não tarifárias, com metas indicativas para ampliar o comércio agrícola entre as duas nações.
Especialistas apontam que o acordo envolve aproximadamente US$ 30 bilhões em produtos, o que representaria cerca de 10% das importações dos EUA vindas da China. Ainda assim, não representa uma mudança estrutural rápida.
Segundo o Ministério do Comércio, as equipes vão seguir negociando para ampliar o arcabouço de tarifas, com foco na estabilidade das relações bilaterais e na previsibilidade para investidores globais.
Fonte: Dow Jones Newswires
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