- O presidente dos EUA avisou que pode retomar ataques contra o Irã, enquanto Teerã ameaça abrir novas frentes se houver retaliação.
- O Irã enviou uma nova proposta de paz por meio do Paquistão, levando Trump a adiar a ofensiva para buscar um acordo.
- O Senado dos EUA aprovou, em votação inicial, uma resolução de poderes de guerra para exigir autorização do Congresso antes de qualquer ação contra o Irã.
- Israel realizou ataques na Lebanon e informou ter interceptado um drone vindo de lá; o cessar-fogo, mediado pelos EUA, foi estendido.
- Um ataque a uma usina nuclear nos Emirados Árabes Unidos foi atribuído a território iraquiano por fontes locais; a ONU condenou o ataque. Também houve operação com navios-tanque chineses atravessando o estreito de Hormuz.
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse a repórteres, no Salão Oval, que esteve a cerca de uma hora de relançar ataques contra o Irã, mas adiou a ordem após propostas de paz apresentadas por Teerã por meio do Paquistão. A manobra ocorre em meio a uma trégua fragilizada que pode terminar.
Teerã afirmou que, caso os EUA retomem o confronto, abrirá “novas frentes” contra Washington. A resposta veio via porta-voz do Exército iraniano, que também destacou o fortalecimento das capacidades de combate durante a cessar-fogo.
O mercado de petróleo reagiu de forma contida, com o Brent oscilando próximo de 110 dólares por barril após sinais de potencial acordo. Analistas veem as negociações como fator-chave para a volatilidade na região.
Desdobramentos diplomáticos
A Câmara alta dos EUA aprovou, em votação quase fechada, uma resolução que pode restringir ações contra o Irã sem autorização do Congresso. A medida foi aprovada por 50 a 47, com apoio de democratas e parte da oposição republicana.
A região recebeu também ataques aéreos israelenses que atingiram a Líbano, resultando em várias mortes, segundo o ministério da saúde libanês. O Exército de Israel interceptou ainda um drone vindo do Líbano.
Navios com ajuda à Faixa de Gaza também entraram em pauta: 430 ativistas embarcados em uma flotilha com destino ao território foram detidos após interceptação internacional, com origem na Turquia.
Contexto regional
A Rússia sinalizou disposição para facilitar negociações entre Washington e Teerã, conforme a agência Tass, enquanto Vladimir Putin se reunia com Xi Jinping em Pequim. O movimento ocorre em meio a tensões crescentes envolvendo aliados na região.
O ataque a uma usina de energia nuclear dos Emirados Árabes Unidos, registrado na semana passada, foi atribuído pelo UAE a origem iraquiana, com o Irã sendo apontado como apoio a grupos locais.
Duas novas plicas de petróleo, transportadas por navios chineses, deixaram o estreito de Hormuz, observou-se em registros de tráfego marítimo. O quadro indica um fluxo econômico ainda ativo, mesmo com a escalada retórica.
Observação final
Não houve consenso entre os aliados sobre retomar o confronto, e as negociações seguem como eixo central para evitar nova rodada de hostilidades. As informações sobre ataques, propostas e votações permanecem em atualização constante.
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