- Lançado o livro “Quem tem medo da China? A construção da ameaça chinesa”, de Diego Pautasso e Isis Paris Maia, que analisa como o Ocidente constrói narrativas de perigo em relação ao desenvolvimento chinês.
- Os autores mostram a evolução dos discursos anti-China, que vão da ideia de perigo amarelo e racialização ao “perigo vermelho” ligado ao Partido Comunista.
- Observam que esses discursos perdem sustentação conforme a China ganha presença econômica mundial e investe em energia limpa, desvirando a imagem de poluidora global.
- O cenário de “neoimperialismo” é contestado pela atuação da China, que favorece o multilateralismo, levando a uma possível reconfiguração da política internacional.
- Sobre a recente viagem de Donald Trump à China, a comitiva de CEOs de tecnologia, como Elon Musk e Jensen Huang, encontrou recados firmes sobre Taiwan e Irã.
O livro Quem tem medo da China? A construção da ameaça chinesa (Editora Cultura, 2026) analisa como o Ocidente usa discursos para criar narrativas de perigo em relação ao desenvolvimento chinês. Os autores são Diego Pautasso e Isis Paris Maia.
A obra mostra a evolução de imagens de risco, desde o “perigo amarelo” até o “perigo vermelho”, associando o Partido Comunista a uma ameaça existencial. Os autores discutem como tais narrativas ganham ou perdem força conforme a China amplia sua presença econômica mundial.
Dados apresentados apontam que o avanço chinês em energia limpa reduz a imagem de China como poluidora global. O texto também questiona a ideia de neoimperialismo, destacando a atuação chinesa em multilateralismo e acordos internacionais.
Contexto internacional
Os pesquisadores comentam os desdobramentos da recente viagem de Donald Trump à China, acompanhado por CEOs de tecnologia como Elon Musk e Jensen Huang. A agenda corporativa enfrentou recados firmes sobre Taiwan e Irã.
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