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Diretor-geral da PF não aceita convite para falar na Câmara

Diretor-geral da PF decide não ir à Comissão de Relações Exteriores, dizendo que pauta não seria cooperação internacional, e sim desgaste ao governo no caso Ramagem

Andrei decidiu não ir à Comissão de Relações Exteriores desta quarta (20)
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  • Andrei Rodrigues não foi à Comissão de Relações Exteriores hoje para discutir a atuação do oficial de ligação Marcelo Ivo de Carvalho nos EUA, afirmando que o objetivo era desgastar o governo com outros temas.
  • Ramagem foi preso pelo ICE, em abril, nos Estados Unidos, mas liberado poucos dias depois; autoridades americanas reconheceram o direito dele de permanecer por ter pedido refúgio.
  • A delegada Tatiana Torres foi indicada por Andrei para ocupar a vaga que era de Marcelo Ivo, mas a situação diplomática ainda não está definida.
  • A embaixada dos Estados Unidos informou que Ivo de Carvalho tentou manipular o sistema migratório; ele não recebeu carta de expulsão formal, e a PF determinou o retorno do delegado.
  • Pesquisas apontam outros casos em que brasileiros foram presos e deportados pelo ICE mesmo com pedido de refúgio, como o caso de Mirelis Diaz Zerpa.

Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, decidiu não comparecer à Comissão de Relações Exteriores da Câmara nesta quarta-feira. O convite buscava esclarecer a atuação do delegado Marcelo Ivo de Carvalho, oficial de ligação brasileiro, na prisão do ex-diretor da Abin, Alexandre Ramagem, nos EUA.

A decisão ocorreu após avaliação de assessores de Andrei: segundo eles, a pauta não buscaria entender a cooperação internacional, mas ampliar temas de investigações para desgastar o governo. O plano era tratar do caso Ramagem com foco internacional.

Contexto do convite

Ramagem foi preso nos EUA em abril pelo ICE, mas liberado dias depois. Autoridades americanas indicaram que ele poderia permanecer no solo americano, após informar pedido de refúgio. A PF determinou o retorno de Carvalho após relatos nas redes sociais.

Situação de Carvalho e impactos diplomáticos

Segundo a PF, Carvalho não recebeu carta de expulsão ou aviso formal do governo americano. Andrei pediu a substituição do delegado e a delegada Tatiana Torres foi indicada para ocupar a vaga. A situação ainda depende de esclarecimentos diplomáticos.

Desdobramentos em Washington

Uma reunião em Washington, marcada para hoje, visa decidir se os EUA manterão a vaga aberta para o delegado expulsos. O tema envolve a continuidade de ações de cooperação entre Brasil e Estados Unidos no caso Ramagem.

Contexto de atuação da PF

Fontes sob reserva afirmam que a função de um oficial de ligação é atender aos interesses do país, como cumprir mandados de prisão em aberto. A operativa envolve avaliação de casos similares, nos quais brasileiros foram presos e deportados pelo ICE.

Outros casos semelhantes

A reportagem aponta ainda exemplos de brasileiros que, mesmo com pedido de refúgio, foram detidos e deportados pelo ICE. Entre eles, a esposa do conhecido caso do criptomercado, Mirelis Diaz Zerpa, foragida que pediu asilo em 2024 e foi retornada ao Brasil em 2025.

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