- Exposição em Tribeca, em Nova York, reúne 3,5 milhões de páginas de arquivos do caso Epstein, liberados pelo Departamento de Justiça, com foco na relação entre Epstein e Donald Trump.
- O projeto é do Institute for Primary Facts; para visitar, é preciso cadastro no site e o endereço exato é enviado 24 horas antes do horário agendado.
- A mostra busca pressionar o governo a divulgar mais informações e mostra a relação entre os dois, incluindo uma linha do tempo desde o encontro em 1987, quando passaram a ser vizinhos em Palm Beach.
- Os organizadores afirmam que Trump e Epstein levaram vidas notavelmente semelhantes, e que um morreu na prisão enquanto o outro é presidente; Trump nega envolvimento nos crimes atribuídos a Epstein.
- O acesso completo aos documentos fica restrito a jornalistas, membros do Congresso e advogados das vítimas; a exposição fica em Nova York até 21 de maio e deve viajar a outras cidades depois.
A exposição temporária em Tribeca, em Nova York, reúne 3,5 milhões de páginas de documentos do caso Epstein, liberados pelo Departamento de Justiça dos EUA. O projeto atua como memorial de leitura e tem como foco esclarecer as ligações entre Jeffrey Epstein e Donald Trump. A mostra fica disponível até 21 de maio, com visitas sujeitas a cadastro.
O espaço exibe dezenas de prateleiras que chegam do chão ao teto, organizadas em sequência numérica e acompanhadas de uma linha do tempo sobre a relação entre Epstein e Trump. O evento é promovido pelo Institute for Primary Facts, uma instituição sem fins lucrativos com sede em Washington, voltada à transparência pública.
Segundo o fundador da organização, David Garrett, a seleção de documentos não recebeu a devida atenção pública. O objetivo é aumentar a divulgação de informações sobre o caso e dar visibilidade às conexões entre os dois homens, incluindo encontros ocorridos em Palm Beach, na Flórida, em 1987, quando passaram a dividir vizinhança.
A mostra também traz uma ala dedicada às vítimas, com velas acesas e espaço para registros de sentimentos dos visitantes. O acesso aos documentos completos é restrito a jornalistas, membros do Congresso e advogados de víctimas, com horários específicos para consulta, para proteger dados sensíveis.
Garrett critica o Departamento de Justiça pela liberação parcial dos arquivos, afirmando que a medida dificulta investigações e responsabilizações. O organizador sustenta que a transparência é essencial para a democracia, citando riscos de opacidade caso informações não fiquem amplamente acessíveis.
A exposição permanece em Nova York até maio e, conforme os organizadores, há planos de itinerário para outras cidades, incluindo Washington. A ação busca oferecer contexto histórico e fomentar debates informados sobre o tema.
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