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Guarda de segurança morto em ataque à mesquita de San Diego é herói

Guarda de segurança morto na mesquita de San Diego é lembrado como herói por ter acionado o lockdown, atrasando os atiradores e salvando dezenas de alunos

Mourners react by the security office at the Islamic Center of San Diego, which was used by security guard Amin Abdullah who was fatally shot.
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  • Dois adolescentes, de 17 e 18 anos, atiraram na Mesquita Islâmica de San Diego; três homens foram mortos e os suspeitos foram encontrados mortos em um veículo próximo, com sinais de afogamento autoinfligido.
  • O guarda de segurança Amin Abdullah, de 51 anos, morreu durante o tiroteio após impedir que os atacantes alcançassem áreas com muitas pessoas.
  • Abdullah pegou o rádio e acionou o protocolo de lockdown, ajudando a atrasar e desviar os atiradores.
  • As outras vítimas foram Mansour Kaziha, 78 anos, líder fundador do centro, e Nadir Awad, 57 anos, morador da região; Kaziha acionou o 911.
  • A investigação está sendo tratada como possível crime de ódio, com a participação do FBI; autoridades destacam que as vítimas ajudavam a comunidade e que Abdullah foi chamado de herói.

Na segunda-feira, dois adolescentes abriram fogo no Islamic Center of San Diego, na Califórnia, matando três homens. Um segurança do local, Amin Abdullah, de 51 anos, também foi morto. A ofensiva ocorreu dentro da mesquita, gerando resposta rápida das forças de segurança.

Os agressores, de 17 e 18 anos, foram encontrados mortos a poucos quarteirões do local, com sinais de suicídio. As autoridades não detalharam o motivo imediato, mas investigam como o ataque se desenrolou e se houve cooperação entre os suspeitos.

Abdullah, segundo a polícia, agiu para proteger os presentes. Ele percebeu a ameaça, começou a responder com disparos e acionou o protocolo de lockdown pelo rádio, ajudando a atrasar os invasores e evitar que alcançassem áreas com crianças. Ele morreu durante o tiroteio.

Os outros dois mortos são Mansour Kaziha, de 78 anos, considerado um líder da mesquita, e Nadir Awad, de 57, que morava em frente ao centro e teve a esposa como professora na escola da instituição. Kaziha teria sido a primeira a acionar o 911, segundo a polícia.

A direção do Islamic Center e autoridades destacaram o papel de Abdullah, Kaziha e Awad como membros relevantes da comunidade. O diretor do centro, Imam Taha Hassane, descreveu os três como heróis e destacou a importância de proteger espaços comunitários.

O FBI informou que as vítimas trabalhavam para manter a comunidade unida em paz. Segundo as autoridades, os agressores parecem ter sido radicalizados online, alimentando a justificativa para o ataque. A investigação é conduzida como crime de ódio.

A filha de Abdullah, Hawaa Abdullah, relembrou o pai como um homem dedicado à segurança da comunidade, enfatizando que ele era um modelo de proteção e de combate ao ódio. A polícia e o FBI seguem investigando complementarmente os sinais de radicalização.

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