- A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que, se EUA e Israel voltarem a atacar, a guerra regional se estenderá muito além do Oriente Médio, com golpes devastadores.
- O aviso foi divulgado no site Sepah News.
- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse ter condições para atacar o Irã caso não haja acordo para encerrar a guerra, citando um prazo de dois a três dias.
- O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, advertiu que um retorno à guerra traria muitas surpresas por parte do Irã.
- Os ataques de 28 de fevereiro, atribuídos a EUA e Israel, teriam causado a morte de várias autoridades iranianas, incluindo o líder supremo Ali Khamenei, o que motivou retaliação na região.
A Guarda Revolucionária, braço militar do Irã, prometeu nesta quarta-feira, 20, ampliar a guerra caso os Estados Unidos e Israel ataquem o Irã novamente. Em comunicado publicado no Sepah News, o grupo disse que a ofensiva não ficará restrita à região e pode se estender a outras áreas.
A mensagem afirma que, mesmo diante de uma ofensiva com o que classifica como as capacidades de dois exércitos, o Irã não revelará todo o poder da Revolução Islâmica. O texto também diz que o inimigo americano-sionista deve saber dessa determinação.
Nesta terça, o presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a sinalizar a possibilidade de atacar o Irã para exigir um acordo que encerre a guerra. Ele sugeriu prazos, dizendo poder agir no início da próxima semana.
O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, alertou que um retorno à guerra traria surpresas para o Irã, sem detalhar ações. A fala ocorreu após uma série de ataques regionais que repercutem desde o fim de fevereiro.
Os ataques de Israel e dos EUA em 28 de fevereiro resultaram na morte de diversas autoridades iranianas, entre elas o líder supremo aiatolá Ali Khamenei, o que escalou retaliações no estreito e no entorno do Oriente Médio.
O Irã tem reiterado, ao longo dos últimos meses, que responderá a agressões e que manterá sua capacidade de dissuasão. A tensão entre Washington, Tel Aviv e Teerã permanece elevada desde o acordo nuclear fragilizado.
*(informações da AFP)*
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