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Israel avança para eleição antecipada após dissolução do Knesset

Knesset aprova dissolução, abrindo caminho para eleição antecipada; sondagens indicam Netanyahu derrotado na primeira votação nacional desde 2023

Parlamento de Israel, o Knesset, logo após votação inicial desta quarta-feira (20/05) — Foto: REUTERS/Ronen Zvulun
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  • Parlamentares aprovaram em leitura inicial a dissolução do Knesset, com cerca de 110 votos a favor, sem contrários ou abstenções.
  • Se avançar, as eleições poderão ocorrer semanas antes do prazo de 27 de outubro.
  • O movimento ocorreu após uma facção ultraortodoxa próxima do premiê acusar Netanyahu de não cumprir promessa de aprovar lei de isenção do serviço militar.
  • Pesquisas indicam que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu perderia a primeira eleição nacional desde os ataques do Hamas em 2023.
  • Netanyahu, de 76 anos, enfrenta ainda um longo julgamento por corrupção, além de cenários políticos sobre possível governo interino caso a oposição não forme coalizão.

Israel avança para eleição antecipada após votação de dissolução do Knesset nesta quarta-feira. Parlamentares aprovaram, quase sem oposição, a dissolução do Parlamento de 120 cadeiras, abrindo caminho para eleições antes do prazo de 27 de outubro.

A votação ocorreu após a leitura inicial de um projeto que visa dissolver o Knesset. Se aprovado em definitivo, o texto leva semanas para fechar o processo e definir a data das eleições, que poderiam ocorrer mais cedo.

A coalizão do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu apresentou o projeto após uma facção ultraortodoxa próxima dele acusar a coalizão de não cumprir a promessa de aprovar uma lei que isentaria parte desse grupo do serviço militar.

Desdobramentos da votação e cenário político

Cerca de 110 parlamentares votaram a favor, sem votos contrários nem abstenções. O texto foi encaminhado a uma comissão para definir a data, após o que retorna ao Knesset para a aprovação final, ainda neste ciclo legislativo.

Netanyahu, líder do governo mais à direita da história de Israel, enfrenta o desafio de um cenário de guerra com o Hamas em Gaza, além de tensões com o Hezbollah e com o Irã. O país vive momentos de instabilidade regional.

O premiê também enfrenta um processo por corrupção em curso, com o presidente Isaac Herzog mediando negociações para um eventual acordo judicial que poderia levar Netanyahu à aposentadoria política em caso de pacto.

Nas últimas semanas, pesquisas indicam que, desde os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023, a coalizão governista tem ficado abaixo da maioria no parlamento, reforçando a incerteza sobre o resultado eleitoral.

Outra dimensão é a saúde de Netanyahu. Ele revelou ter sido tratado com sucesso de câncer de próstata e, em 2023, implantou um marca-passo, fatores que podem influenciar o debate público e as decisões eleitorais.

Apesar do cenário de impasse, há a possibilidade de a oposição não conseguir formar uma coalizão estável, mantendo Netanyahu à frente de um governo interino até que se resolva a disputa política.

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