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O preço que Putin paga: custos políticos e econômicos

Putin chega a Xi sob crise demográfica e econômica; a Rússia depende mais da China do que o contrário, influenciando o desfecho da guerra

. - (crédito: Alexey Nikolsky/AFP)
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  • Rússia precisa muito mais da China do que a China precisa da Rússia, revelando uma assimetria na aliança sino-russa.
  • A ofensiva ucraniana com mais de 500 drones atingiu áreas próximas a Moscou, incluindo refinarias, polos tecnológicos e aeroportos, reduzindo a vantagem territorial russa.
  • O custo interno da guerra é alto: quase 1,2 milhão de baixas até o fim de 2025 e impactos demográficos, inflação e pressão sobre o orçamento público.
  • A popularidade de presidente Vladimir Putin caiu, e institutos de pesquisa estatais interromperam a divulgação de números por não serem mais convenientes.
  • A visita a China mostra Xi Jinping como árbitro da ordem internacional; Putin chega em posição de dependência, com a China podendo pressionar negociações ou ampliar apoio militar.

O governo russo enfrenta uma dissociação cada vez mais evidente entre a estratégia de Vladimir Putin e o apoio externo. A guerra na Ucrânia, prevista para durar poucos dias, se estende e impõe custos crescentes à Rússia. A aliança com a China surge como eixo de legitimidade, porém com assimetria marcante.

A ofensiva ucraniana, com mais de 500 drones, atingiu alvos próximos a Moscou, como refinarias, polos tecnológicos e aeroportos. Os danos desafiam a vantagem territorial histórica da Rússia e elevam o custo humano e econômico do conflito.

Putin sustenta uma guerra de atrito, contando com o desgaste do adversário. Estimativas apontam quase 1,2 milhão de baixas até 2025, agravando crises demográficas e pressionando a economia, que consome recursos para sustentar a máquina de guerra.

Na esfera interna, a população encara inflação e redução do salário real, enquanto o Estado direciona recursos escassos para a produção militar. Alta temperatura política acompanha o desgaste, com institutos estatais suspendendo divulgações de números de popularidade.

A viagem de Putin à China ocorre logo após a passagem de Donald Trump pelo país. Não houve visita de cortesia: ambos chegam a Pequim por interesses estratégicos, em contextos distintos.

A dualidade na relação sino-russa

A China tem poder real para influenciar o desfecho do conflito, podendo pressionar por negociações ou ampliar o apoio tecnológico à Rússia. Em qualquer cenário, a autonomia estratégica russa tende a diminuir, sinal de dependência crescente.

Xi Jinping como árbitro no tabuleiro internacional

A presença de Putin em Pequim reforça o papel de Xi como decisor central na ordem global, ainda que não eleito e sem prestação de contas em fóruns multilaterais. O custo para Putin permanece incerto, assim como o limite imposto por Xi.

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