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Presidente cubano define acusação de Raúl Castro como manobra política

Díaz-Canel vê acusação contra Raúl Castro como manobra política; EUA o acusam de conspiração para matar cidadãos americanos no caso de 1996

Miguel Diaz-Canel, presidente de Cuba, discursa no aniversário de 65 anos da Revolução Cubana
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  • O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, chamou a acusação dos EUA contra Raúl Castro de manobra política sem fundamento legal, destinada a justificar a agressão ao país.
  • Díaz-Canel afirmou que os EUA mentem sobre o caso do avião abatido em 1996, envolvendo a organização Irmãos ao Resgate, que ele classificou como narcoterrorista.
  • O cubano disse que Cuba agiu em legítima defesa em 24 de fevereiro de 1996, dentro de suas águas territoriais, após repetidas violações do espaço aéreo por terroristas, segundo ele alertados pela administração norte-americana na época.
  • Raúl Castro, com 94 anos, foi acusado nos Estados Unidos de conspiração para matar cidadãos americanos, destruição de aeronave e homicídio, referentes ao ataque de 1996.
  • O escritório do Procurador dos EUA em Miami planeja realizar, às 14h, um evento para homenagear as vítimas do caso.

Miguel Díaz-Canel, presidente de Cuba, disse nesta quarta-feira que a acusação dos Estados Unidos contra o antecessor Raúl Castro é uma manobra política sem embasamento legal, usada para justificar ações contra o país. Ele afirmou que a alegação revela arrogância e frustração de autoridades norte-americanas diante da Revolução Cubana.

O ex-presidente Raúl Castro, aos 94 anos, foi acusado nos EUA por conspiração para matar cidadãos americanos, destruição de aeronave e homicídio, em relação a um episódio de 1996. Ele era ministro da Defesa à época e é apontado como responsável pelo ataque contra aeronaves da organização Irmãos ao Resgate.

A acusação refere-se ao abate de duas aeronaves civis associadas ao Irmãos ao Resgate. Quatro homens teriam morrido, incluindo três cidadãos norte-americanos. Castro deixou a presidência em 2018, mantendo influência na política cubana.

Díaz-Canel afirmou que Cuba agiu em legítima defesa, dentro de suas águas territoriais, após repetidas violações do espaço aéreo por terroristas, segundo ele avisos solicitados pela administração dos EUA à época. O governo cubano sustenta que houve alerta prévio.

O escritório do Procurador dos EUA em Miami anunciou um evento programado para as 14h (horário de Brasília) para homenagear as vítimas do caso, com a intenção de reforçar a acusação contra Raúl Castro e outros indiciados.

Contexto histórico

A queda das aeronaves ocorreu em 1996, quando o grupo Irmãos ao Resgate realizava atividades contra o regime cubano. A Justiça norte-americana alega participação de Raúl Castro na ordem do ataque, enquanto Cuba sustenta que o episódio ocorreu durante uma operação de legítima defesa.

Desdobramentos legais

A acusação nos EUA envolve três crimes principais: conspiração para matar cidadãos americanos, destruição de aeronave e homicídio. Raúl Castro e outros réus respondem aos processos, com potencial implicações para as relações entre Cuba e Estados Unidos.

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