- Na sexta-feira, Yves Sakila, de 35 anos, foi detido por seguranças em Henry Street, Dublin, em suposto furto, e ficou ferido ao tentar fugir.
- O homem, nascido no Congo, morreu no Mater Hospital; vídeo da intervenção mostra seguranças prendendo-o de face para baixo.
- Gardaí investigam todas as circunstâncias e o caso foi encaminhado ao Fiosrú, ombudsman da polícia, para apuração.
- Autoridades e líderes políticos pedem uma investigação completa e transparente; o caso tem gerado preocupações sobre o uso da força.
- A comunidade congolesa realizou vigília em Henry Street e prepara protesto em frente ao parlamento na quinta-feira, cobrando esclarecimentos independentes.
Dois joelhos de protesto marcaram a tarde de terça-feira em uma das mais movimentadas vias de compras de Dublin, diante de Arnotts. Pessoas marcharam, entoando canções e orações, após Yves Sakila, de 35 anos, ter sido detido por segurança no local. A morte ocorreu pouco depois, em hospital.
Gardaí informou que o ocorrido aconteceu por volta das 17h de sexta-feira, quando Sakila foi detido por funcionários de segurança durante uma suposta prática de furto na Henry Street. Um homem na casa dos 80 anos ficou gravemente ferido durante a abordagem e permanece em recuperação. Sakila foi levado ao Mater Hospital, onde não resistiu.
Vídeos circulados nas redes mostram Sakila sendo contido de face para baixo por seguranças. A investigação, segundo a Garda, avalia todas as circunstâncias e não houve atualização significativa até o momento. O caso também é alvo de apuração pelo Fiosrú, órgão de proteção aos direitos dos cidadãos.
A reação política inclui votos de solidariedade ao longo de diferentes frentes. O Taoiseach Micheál Martin pediu uma investigação completa, ressaltando a necessidade de esclarecer os fatos sem prejuízo ao andamento das apurações. O ministro da Justiça, Jim O’Callaghan, reiterou a importância da investigação adequada.
A comunidade congolesa organizou uma vigília na Henry Street, na terça-feira, com músicas e flores. Um protesto está marcado para ocorrer diante do Leinster House, na quinta-feira, conforme informou a imprensa local. A comunidade destaca preocupações sobre o uso de força e a necessidade de transparência completa.
A Arnotts informou que está profundamente consternada com a morte e coopera com a investigação da Garda. A empresa afirmou que não pode comentar mais enquanto houver apuração em curso e que está revisando os procedimentos com a empresa de segurança contratada. A loja expressou condolências à família e à comunidade congolesa na Irlanda.
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