- Putin recebeu boas acolhidas na China, mas não houve acordo final sobre o gasoduto Power of Siberia 2, apesar de avanços nas negociações.
- O gasoduto permitiria levar mais gás russo da Sibéria Ocidental para o norte da China via Mongólia, ajudando Moscou a compensar a perda de mercados europeus.
- Em 2023, Rússia e China assinaram um memorando sobre o projeto; Beijing não está apressada em fechar o acordo.
- Questões de precificação e a preocupação com a dependência de combustíveis fósseis são citadas como entraves ao acordo.
- O jornal oficial russo destacou que as posições Rússia e China nem sempre coincidem, mencionando que o “espírito de Beijing” existe, diferentemente do que já foi chamado de “espírito de Anchorage”.
Putin participa de encontro com Xi em Pequim, mas não há acordo final sobre o gasoduto. A visita acontece em meio a expectativas sobre o projeto Power of Siberia 2, que ampliaria o envio de gás russo da Sibéria Ocidental para o norte da China, via Mongólia. O objetivo é compensar perdas no mercado europeu e reforçar a presença energética chinesa.
Segundo o Kremlin, houve um entendimento geral sobre os parâmetros do projeto, mas não aparece sinal de um acordo definitivo. Analistas apontam questões de preço e a busca de Pequim por uma maior diversidade de fontes de energia, evitando dependência excessiva de combustíveis fósseis russos.
O acordo foi assinado em forma de memorando no ano passado, mas Pequim não demonstra pressa para concluir o tratado. Autoridades russas esperam avanços, enquanto críticos alertam sobre a necessidade de pautas econômicas estáveis para viabilizar o negócio.
A relação entre os dois governos tem sido descrita, em algumas ocasiões, como positiva, mas com reservas. Em Pequim, a expectativa é manter o diálogo e seguir negociando sem pressa para fechar o acordo de longo prazo.
Avanço ou impasse?
- A leitura oficial aponta que as negociações seguem, sem definido o cronograma para assinatura.
- Moscou tenta diversificar seus mercados de gás diante da redução de demanda europeia.
- Pequim busca equilíbrio entre preços competitivos e segurança de fornecimento para o curto e o longo prazo.
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