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Putin e Xi não fecham acordo sobre novo gasoduto siberiano

Putin e Xi chegam a entendimento geral sobre o gasoduto Força da Sibéria 2, sem cronograma ou valores, projeto prioritário para China e fluxo estável de gás russo

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, acompanhado do presidente chinês, Xi Jinping, durante recepção em Pequim
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  • Putin e Xi discutiram o gasoduto Força da Sibéria 2 em Pequim, mas não houve anúncio de valores ou cronograma; o Kremlin manteve um “entendimento geral” sobre o projeto.
  • O tema integra o plano quinquenal da China para 2026-2030 como infraestrutura prioritária, sem definição de datas ou custos.
  • A capacidade prevista é de cinquenta bilhões de m³ de gás por ano, partindo da Península de Iamal, na Rússia, até a China via Mongólia; o projeto ainda existe como memorando assinado em setembro de 2025.
  • Força da Sibéria 2 seria o segundo gasoduto entre Rússia e China; o Força da Sibéria 1 já opera desde 2019, com capacidade de trinta e oito bilhões de m³ por ano.
  • Em maio de 2025, a Gazprom informou que o Força da Sibéria já forneceu cem bilhões de m³ à China, dentro de contrato de longo prazo válido até 2049 para mais de um trilhão de m³.

Putin e Xi reuniram-se em Pequim nesta quarta-feira, 20 de maio de 2026, para discutir o gasoduto Força da Sibéria 2. Não houve anúncio de avanço significativo; o Kremlin informou apenas um entendimento geral sobre o projeto.

As delegações não definiram valores ou cronograma. O gasoduto integra o plano quinquenal chinês 2026-2030 como obra prioritária de infraestrutura até o fim da década.

O Força da Sibéria 2 terá capacidade anual de 50 bilhões de m³ e ligará a Península de Iamal, na Rússia, à Mongólia e, depois, à China. Atualmente, há um memorando assinado em setembro de 2025.

Segundo o Kremlin, Putin afirmou que existe entendimento comum sobre os principais parâmetros. Detalhes precisam ser finalizados, mas o consenso já existe, segundo Dmitry Peskov.

A obra promete fluxo contínuo de gás russo para a China, ampliando receita para Moscou e ajudando Pequim a reduzir a dependência do Oriente Médio, após interrupções recentes associadas a conflitos regionais.

O projeto sucede o Força da Sibéria 1, concluído em 2019 com funcionamento até a capacidade total. O Força 1 liga Iacútia a Xangai e tem capacidade de 38 bilhões de m³/ano.

Em maio de 2025, a Gazprom informou que o Força da Sibéria já forneceu 100 bilhões de m³ à China. O acordo de longo prazo vai até 2049, prevendo volumes acima de 1 trilhão de m³ ao longo do contrato.

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