- O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, publicou vídeo em espanhol oferecendo uma nova relação entre EUA e Cuba e apresentou ajuda de cerca de US$ 100 milhões em remédios e alimentos, para ser distribuída por igrejas ou grupos de caridade.
- Rubio afirmou que a escassez de eletricidade, alimentos e combustível em Cuba ocorre porque os dirigentes locais teriam saqueado bilhões de dólares, enriquecendo às custas do povo.
- Segundo o secretário, a empresa Gaesa, controlada pelas Forças Armadas e criada há 30 anos por Raúl Castro, tem receitas acima do orçamento cubano e controla grande parte da economia (cerca de 70%).
- Ele disse que o dinheiro não é usado para comprar petróleo para a população; cubanos estariam dependentes de petróleo gratuito de Hugo Chávez e Maduro, enquanto o governo mantém geradores com recursos próprios.
- Em resposta, a embaixada de Cuba nos Estados Unidos chamou Rubio de mentiroso e afirmou que os EUA impõem crueldade à ilha, em meio a tensões entre Washington e Havana.
Marco Rubio propõe mudar relação EUA-C Cuba em vídeo divulgado na manhã de 20 de setembro. O secretário de Estado americano informou, em espanhol, que o país pode oferecer apoio humanitário e institucionalizar cooperação visando beneficiar o povo cubano, se houver mudança de postura do governo cubano.
A fala menciona uma ajuda já oferecida de cerca de US$ 100 milhões em remédios e alimentos. Os itens seriam distribuídos por entidades como a Igreja Católica ou grupos de caridade, não por empresas estatais cubanas, para evitar desvio de recursos. Rubio afirma que a população sofre com escassez de energia, alimentos e combustível.
Além disso, o secretário ressaltou que o regime cubano já teria acumulado vantagens econômicas significativas. Segundo ele, a empresa Gaesa, ligada às forças armadas e criada por Raúl Castro, manteria ativos bilionários e controlaria parte relevante da economia, com operações em turismo, construção, bancos e comissões de remessas.
Resposta de Cuba
A Embaixada de Cuba nos EUA reagiu afirmando que Rubio mente e acusa Washington de impor crueldade à ilha. A instituição afirmou que não há justificativa para a agressão contra o povo cubano e disse que as afirmações são indevidas.
O cenário político envolve tensões entre Washington e Havana, com histórico de bloqueio econômico e sanções. O governo dos EUA mantém pressão sobre o regime cubano, em meio a debates sobre responsabilidade e mudanças políticas na ilha.
Contexto e desdobramentos
Fontes associadas destacam interesses estratégicos na região, incluindo o papel de autoridades cubanas e a legitimidade das acusações apresentadas. Ainda não houve confirmação de medidas adicionais a serem anunciadas pelo governo americano na sequência do vídeo.
A reportagem acompanha a repercussão internacional, condizente com a relação entre EUA e Cuba, marcada por disputas econômicas, diplomáticas e humanitárias. A pauta envolve também avaliações legais sobre possíveis ações futuras contra dirigentes cubanos.
Entre na conversa da comunidade