- O Kremlin afirmou que existe um entendimento geral com a China sobre o Power of Siberia 2, mas detalhes e cronograma ainda precisam ser definidos.
- A rota prevista seria pela Mongólia, partindo de áreas de produção da Sibéria do Norte, com 2.600 quilômetros de extensão.
- O projeto deve transportar 50 bilhões de metros cúbicos de gás por ano para a China; hoje já existe o Power of Siberia, que leva mais de 38 bilhões de metros cúbicos por ano.
- Não houve menção a acordos de petróleo e gás nos documentos assinados durante a visita de Vladimir Putin à China, e não há cronograma definitivo nem acordo de preços.
- Putin está na China para encontros com Xi Jinping, em meio a negociações ainda sem definição de preço, com base em uma fórmula de mercado semelhante à usada para o gás destinado à Europa.
O Kremlin informou nesta quarta-feira (20) que houve um entendimento geral com a China sobre o novo gasoduto Power of Siberia 2, embora detalhes e um cronograma ainda não tenham sido definidos. O anúncio não especifica os parâmetros finais do acordo.
As negociações sobre o gasoduto, que ligaria a Sibéria norte aos chineses via Mongólia, ocorrem há anos. O objetivo é levar gás aos consumidores chineses, partindo dos principais campos russos de gás natural.
Atualmente existe apenas o Power of Siberia, que transporta mais de 38 bilhões de metros cúbicos por ano da Sibéria oriental para a China. O projeto Power of Siberia 2 prevê 2.600 quilômetros de extensão e capacidade de 50 bilhões de metros cúbicos por ano.
O presidente russo, Vladimir Putin, está na China para reuniões com o presidente Xi Jinping. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que há acordo sobre a rota e a forma de construção, mas alguns detalhes precisam ser finalizados e não há um cronograma definido.
Segundo Peskov, ainda não há um acordo definitivo sobre preços ou outras questões-chave, o que impede o avanço efetivo do projeto. Em setembro, Putin afirmou que o preço do gás no sistema russo seria baseado em uma fórmula de mercado semelhante àquela utilizada para embarques à Europa.
Não houve menção a acordos de petróleo e gás entre os documentos assinados durante a visita de Putin, conforme divulgado pelo Kremlin. O texto atual enfatiza o entendimento sobre os principais parâmetros do Power of Siberia 2, sem divulgar informações adicionais.
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