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Samsung fecha acordo e evita a maior greve na Coreia do Sul

Greve de cerca de 48 mil trabalhadores é suspensa após acordo salarial provisório, evitando impactos no fornecimento global de semicondutores

Estudo da Samsung estimou que as perdas financeiras com a greve poderiam atingir R$ 335,6 bilhões
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  • Samsung Electronics na Coreia do Sul suspendeu a greve de cerca de 48 mil trabalhadores após acordo salarial provisório, com a votação interna prevista para começar em seis de junho, às 14h locais (2h de Brasília), após a data de início prevista da paralisação.
  • A paralisação, que poderia durar 18 dias, foi suspensa até o texto do acordo ser votado pelos funcionários; o impasse vinha desde novembro de 2025, após tentativa de mediação da Comissão Nacional de Relações Trabalhistas falhar.
  • Estudo da Samsung estimou que a greve poderia reduzir resultados em até 100 trilhões de won (US$ 66,73 bilhões, ou R$ 335,6 bilhões), afetando o fornecimento global de microprocessadores.
  • O acordo provisional prevê bônus de desempenho para a divisão de chips, financiados por 10,5% de indicadores de performance, mais aumento de 1,5% no incentivo básico, resultando em pagamento total de 12%, em ações em tesouraria com carência para venda.
  • A distribuição do bônus ficou definida em 40% do fundo para a divisão de microprocessadores de forma igualitária, e 60% conforme desempenho de cada departamento; houve resistência de áreas fora da divisão de semicondutores e críticas internas sobre desigualdade entre as áreas.

O sindicato dos trabalhadores da Samsung Electronics na Coreia do Sul suspendeu nesta quarta-feira a greve prevista para mobilizar cerca de 48.000 funcionários. A decisão ocorreu após acordo salarial provisório entre a entidade e a empresa, mediado pelo governo.

A paralisação, que poderia durar 18 dias, foi interrompida pouco antes do início da mobilização. A consulta interna sobre o texto do acordo começa às 14h de sexta-feira, dia 22 de maio de 2026, com votação dos trabalhadores prevista. A Reuters informou os detalhes.

O impasse teve início em novembro de 2025 e quase terminou em greve após falha de mediação da NRLC na terça-feira (19).

Detalhes do acordo provisório

A disputa envolve o pagamento e o bônus de desempenho para a divisão de semicondutores, com o conjunto total estimado em 12% da remuneração, incluindo um aumento de 1,5% no incentivo básico. O bônus será pago em ações da empresa, com parte sujeita a carência para venda e carência de 1 ano para entrada em vigor.

A organização prevê a divisão do bônus entre as áreas: 40% por igual entre a divisão de microprocessadores e 60% conforme rendimento por departamento. O acordo concede prioridade a mérito, apesar de críticas internas sobre assimetria entre divisões. A previsão é de vigência de 10 anos, condicionada a lucro operacional mínimo.

O acordo também reduz o atrito entre setores ao manter o princípio de remuneração por mérito, segundo a Samsung. A direção expressou desculpas aos funcionários que aguardaram o desfecho.

Conflitos internos e próximos passos

Trabalhadores da divisão de smartphones e eletrodomésticos criticaram a condução do acordo, afirmando ter ficado pendente de suas demandas. Alguns recorreram à Justiça para questionar as negociações.

Executivos da Samsung indicaram que o acordo evita impactos significativos na cadeia global de fornecimento de semicondutores. Estimativas internas apontam que uma interrupção poderia gerar perdas bilionárias em um cenário de paralisação prolongada. O ministro do Trabalho da Coreia do Sul, Kim Young-hoon, participou da mediação final.

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