- O Senado dos EUA aprovou uma resolução para reduzir os poderes de guerra do presidente Donald Trump, obrigando-o a buscar autorização do Congresso para seguir com ataques contra o Irã.
- A votação ocorreu em 19 de maio de 2026, com 50 votos a favor e 47 contra; quatro republicanos votaram com os democratas, e três republicanos não compareceram.
- A medida ainda precisa passar pela Câmara dos Representantes, controlada pelos republicanos, e pode enfrentar veto de Trump, exigindo maioria de dois terços para sustentar o texto.
- O autor da resolução, o senador democrata Tim Kaine, afirmou que um cessar-fogo daria ao Congresso oportunidade de avaliar propostas de paz.
- Em 1º de maio, a Casa Branca disse que a guerra contra o Irã havia sido encerrada para efeitos legais, citando o fim do prazo de sessenta dias da Lei de Poderes de Guerra, com a continuação dependente de autorização congressual.
O Senado dos Estados Unidos avançou na terça-feira uma resolução para reduzir os poderes de guerra do presidente Donald Trump. O objetivo é exigir autorização do Congresso para novos ataques contra o Irã, ampliando o controle sobre o uso de tropas.
A medida, que pode encerrar o conflito iniciado em 28 de fevereiro, recebeu 50 votos a favor e 47 contra no plenário. Quatro republicanos votaram com os democratas, enquanto três republicanos não compareceram. O texto precisa passar pela Câmara, onde os republicanos controlam a pauta, e pode enfrentar veto presidencial.
A proposta, de autoria do senador democrata Tim Kaine, argumenta que enviar tropas é prerrogativa do Congresso, não do presidente. A rejeição de Kaine aponta que o paÍs deve apresentar justificativas ao Congresso para ações militares. Entre os votos, os republicanos Rand Paul, Susan Collins e Lisa Murkowski acompanharam a posição, assim como Bill Cassidy, após as primárias.
Progresso e próximos passos
Em 1º de maio, a Casa Branca afirmou que a guerra contra o Irã havia sido encerrada para efeitos legais, com o término do prazo de 60 dias previsto pela Lei de Poderes de Guerra. O governo sustenta que, sem combates ativos, não haveria necessidade de autorização contínua.
A legislação de 1973 determina que o presidente encerre ações militares em até 60 dias, salvo autorização do Congresso ou extensão limitada. Com o fim formal do prazo, a administração alega que não há hostilidades ativas que exijam nova autorização de guerra.
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