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Surto de ebola pode ter começado há dois meses, diz OMS

OMS estima que surto começou há dois meses; cepa bundibugyo não tem vacina, risco regional alto e imunizante pode levar meses

Suprimentos chegam a epicentro do surto na Província de Ituri, República Democrática do Congo — Foto: Anna Schonhofer/Medecins Sans Frontieres/REUTERS
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  • Surto de ebola da cepa bundibugyo no leste da República Democrática do Congo provavelmente começou há dois meses, com seiscentos casos suspeitos e cento e trinta e nove mortes suspeitas, incluindo cinquenta e um casos confirmados na RDC e dois no Uganda.
  • Não existe vacina específica para essa cepa; duas candidatas estão em estudo e a resposta pode levar de três a nove meses.
  • A Organização Mundial da Saúde declarou o surto como emergência de saúde pública de interesse internacional, com risco alto nacional e regional e baixo global.
  • A primeira morte suspeita foi registrada em vinte de abril, e autoridades apontam a possibilidade de um evento superdisseminador, possivelmente ligado a um funeral ou a uma unidade de saúde.
  • A resposta inclui recursos internacionais: os Estados Unidos mobilizaram US$ 13 milhões para abrir cinquenta clínicas; a África do Sul prometeu US$ 2,5 milhões para apoiar a retomada das ações.

O surto de ebola no leste da República Democrática do Congo, ligado à cepa rara bundibugyo, já provocou mais de 130 mortes e pode seguir crescendo. A OMS atribuiu o início provável do surto a alguns meses atrás e destacou dificuldades de detecção e rastreamento devido à área densamente populosa.

Ao todo, são 600 casos suspeitos e 139 mortes suspeitas, conforme informou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus. Cinquenta e um casos já foram confirmados em laboratório na RDC, com mais dois casos confirmados na vizinha Uganda. As investigações ainda buscam o ponto de origem exata.

A OMS confirmou, em reunião de um Comitê de Emergência, que o surto é uma emergência de saúde pública de interesse internacional, mas não configura currently uma pandemia. A decisão foi tomada após avaliação da propagação e do risco regional.

A cepa bundibugyo tem mortalidade média de cerca de 40%. Não existem terapias ou vacinas aprovadas para ela. Duas possíveis vacinas estão em avaliação para uso no surto, com estimativa de desenvolvimento entre três e nove meses.

Especialistas ressaltam a necessidade de identificar cadeias de transmissão para entender a dimensão do surto e ampliar o atendimento. A primeira morte suspeita foi registrada em 20 de abril; autoridades sugerem que um evento superdisseminador pode ter ocorrido em funeral ou unidade de saúde.

Ações de resposta incluem apoio internacional e mobilização de recursos. Um médico americano, que trabalhava no Congo, foi transferido à Alemanha, e outro profissional dos EUA está em trânsito para a República Tcheca. O governo dos EUA anunciou aporte inicial de 13 milhões de dólares para responder ao surto.

O Africa CDC informou que a África do Sul se comprometeu com 2,5 milhões de dólares para apoiar as ações de resposta. A detecção atrasada foi atribuída a erros de encaminhamento de amostras e a falhas na confirmação laboratorial.

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