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Venezuela libera três prisioneiros políticos após mais de duas décadas detidos

Venezuela libera três presos políticos detidos desde 2003 sob lei de anistia, em meio ao anúncio de 300 libertações nesta semana

Um homem segura uma bandeira venezuelana em Caracas, Venezuela, na terça-feira, 19 de maio de 2026, durante o velório de Carmen Navas, mãe de Víctor Hugo Quero, que, segundo as autoridades, morreu sob custódia após ter sido detido cerca de um ano antes
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  • A Venezuela libertou na terça-feira, 19 de maio, três ex-presos políticos que estavam encarcerados desde abril de 2003, com base na lei da anistia.
  • A medida ocorreu após o presidente do Parlamento, Jorge Rodríguez, anunciar a libertação de 300 detidos ao longo desta semana, incluindo casos de motivos políticos.
  • A anistia foi assinada pela presidente interina Delcy Rodríguez, que assumiu o governo após pressão internacional.
  • Os três libertados foram identificados como Luis Molina, Erasmo Bolívar e Héctor Rovain, policiais metropolitanos condenados a trinta anos por disparar contra manifestantes.
  • As libertações ocorrem em meio a críticas de organizações de direitos humanos e familiares de presos, que apontam lentidão e caráter seletivo do processo.

A Venezuela libertou nesta terça-feira três ex-presos políticos que estavam encarcerados desde o início dos anos 2000, sob a lei de anistia. A medida ocorreu após o presidente do Parlamento, Jorge Rodríguez, anunciar a libertação de 300 detidos ao longo da semana, incluindo casos de natureza política.

Segundo a ONG Foro Penal, os libertados são Luis Molina, Erasmo Bolívar e Héctor Rovain, policiais metropolitanos que cumpriam pena desde abril de 2003. Eles teriam sido condenados a 30 anos de prisão por supostos disparos contra manifestantes. O habeas corpus foi concedido pela nova legislação.

A anistia foi assinada pela presidente interina Delcy Rodríguez, nomeada após pressão dos Estados Unidos e do governo norte-americano, em meio a tensões envolvendo a detenção de opositores. A Justiça venezuelana mantém apenas a versão oficial do governo sobre o tema.

Contexto e desdobramentos

A decisão ocorre em meio a críticas por parte de famílias e organizações de direitos humanos sobre o caráter seletivo do processo e a lentidão das libertações. Em março, havia sido negado um pedido de anistia para os três detentos.

O anúncio de Rodríguez envolve ainda o caso de Víctor Hugo Quero, vendedor morto sob custódia no ano passado. A morte gerou protestos em Caracas, com participação de estudantes que acusaram o governo pela violência policial. A família do falecido também contestou o relatório oficial.

Na semana anterior, o presidente dos EUA declarou interesse em assegurar a libertação de todos os presos políticos, afirmando que pretende agir para libertação de todos. O governo venezuelano, porém, não detalhou os critérios de aplicação da anistia nem a lista completa de beneficiados.

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