- O ministro israelense da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, divulgou um vídeo em que ativistas detidos da flotilha humanitária rumo a Gaza caminham ajoelhados, com as mãos amarradas e os rostos voltados ao chão.
- O vídeo foi publicado na quarta-feira, 20, horas após o Ministério das Relações Exteriores anunciar a transferência de 430 integrantes da Flotilha Global Sumud para território israelense.
- A flotilha, composta por cerca de cinquenta barcos, foi interceptada na segunda-feira, 18, em frente à costa de Chipre.
- O premier israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que Israel tem direito de impedir a entrada de flotilhas em suas águas, mas disse que a forma de tratamento não condiz com os valores de Israel.
- Reações internacionais incluíram críticas do chanceler italiano, Antonio Tajani, e da primeira-ministra Giorgia Meloni, que destacaram a violação da dignidade humana de manifestantes, além de comentários do Hamas sobre as imagens.
O ministro israelense da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, publicou nesta quarta-feira, 20, um vídeo que mostra dezenas de ativistas detidos da flotilha humanitária rumo à Faixa de Gaza caminhando ajoelhados, com as mãos amarradas e os rostos voltados ao chão. A imagem gerou condenação tanto em Israel quanto internacionalmente.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores, 430 integrantes da Flotilha Global Sumud, composta por cerca de 50 barcos, foram transferidos para território israelense após a interceptação na segunda-feira, 18, frente à costa de Chipre. As imagens do desembarque foram divulgadas pela conta de Ben Gvir no X, com a legenda Bem-vindos a Israel.
No vídeo, o hino nacional de Israel é ouvido ao fundo enquanto os ativistas aparecem no convés de um navio militar e, em seguida, já aparecem detidos em um centro de segurança, onde o ministro segura a bandeira do país.
Este episódio marca a terceira tentativa do grupo de romper o bloqueio israelense a Gaza, território devastado pela guerra desde outubro de 2023, quando ocorreu um ataque do Hamas a Israel. Em uma ação anterior, um ativista brasileiro, Thiago Ávila, foi detido por dias para interrogatório.
Reações
O chanceler israelense, Gideon Saar, do partido Nova Esperança, condenou Ben Gvir, afirmando que o vídeo causa dano ao Estado e não representa Israel. O premiê Benjamin Netanyahu também criticou o comportamento, dizendo que o país tem o direito de impedir a entrada de flotilhas irregulares, mas que a forma adotada não condiz com os valores israelenses.
Para o Hamas, as imagens são apresentadas como demonstração da depravação moral de Israel. Em nota, o grupo descreveu as cenas como tortura e humilhação, atribuídas aos dirigentes israelenses.
A responsabilidade pelas críticas internacionais também chegou a líderes de outros países. A primeira-ministra italiana Giorgia Meloni e o chanceler Antonio Tajani afirmaram que o tratamento aos ativistas, incluindo cidadãos italianos, é inadmissível e viola a dignidade humana.
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