- 274 alpinistas chegaram ao topo do Monte Everest em um único dia, o maior registro pelo lado nepalês.
- Imagens mostram fila de escaladores perto do cume, acendendo alertas sobre superlotação no pico.
- O feito supera o recorde de 2019, quando 223 pessoas alcançaram o topo no mesmo dia.
- Autoridades e especialistas alertam para riscos na Zona da Morte e defendem medidas para evitar congestionamentos, apesar de as expedições negarem superlotação.
- O Nepal aumentou as taxas para cerca de R$ 75 mil por escalador e considera limitar as tentativas futuras a não mais de 250 pessoas por dia.
274 alpinistas alcançaram o topo do Monte Everest em um único dia, estabelecendo um novo recorde pelo lado nepalês. A marca supera o recorde anterior de 2019, quando 223 pessoas chegaram ao cume no mesmo dia. A confirmação veio de autoridades do Nepal e imagens mostram longas filas próximas ao cume.
O feito gerou alerta sobre a superlotação no pico mais alto do planeta. Especialistas destacam o risco de congestionamento em áreas de alto risco, como a Zona da Morte, com baixos níveis de oxigênio e condições extremas.
Leonardo Pena participou da expedição, conforme registro dos organizadores. O evento ocorre em meio a críticas sobre a capacidade de gestão de escaladas e segurança dos alpinistas, diante da concentração de diferentes equipes em pontos sensíveis da subida.
Riscos e respostas
Representantes das expedições negam a prática de superlotação, afirmando que grupos são distribuídos entre acampamentos ao longo da montanha. Mesmo assim, o setor defende limites para as tentativas di ascent. O secretário-geral da associação de operadores de expedição do Nepal indicou que, no futuro, não se deve deslocar mais de 250 pessoas em um único dia.
A gestão do Everest também passa por ajustes financeiros. O Nepal aumentou as taxas cobradas por escalador, elevando o valor para cerca de R$ 75 mil por participante, segundo informações oficiais.
Medidas futuras
Especialistas recomendam controle mais rígido das janelas de subida e maior fiscalização de rotas para evitar congestionamentos graves. Autoridades e operadores discutem estratégias para equilibrar segurança, preservação ambiental e a demanda de alpinistas que buscam o cume.
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