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Ativista brasiliense da flotilha a Gaza condena maus-tratos

Ativista brasiliense denuncia maus-tratos a membros da flotilha para Gaza; vídeo de ministro israelense é criticado mundialmente e acusações de tortura ganham repercussão

Imagem do vídeo publicado pelo ministro da Segurança de Israel, Itamar Ben-Gvir: ativistas foram deportados - (crédito: Itamar Ben-Gvir/X/AFP)
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  • Thiago Ávila, ativista brasiliense, foi preso por Israel e deportado ao Brasil em 10 de maio; atualmente está na Turquia estudando os próximos passos da Sumud Global Flotilla.
  • Na Turquia, ele recebeu o primeiro grupo da missão mais recente a Gaza, após expulsões pelo governo israelense.
  • Em entrevista ao Correio, Ávila acusa Itamar Ben-Gvir de incentivar maus-tratos e afirma que várias pessoas da missão sofreram estupros e torturas.
  • Um vídeo de Ben-Gvir mostra ativistas com as mãos atadas às costas, ajoelhados e com a testa apoiada no chão; Ávila diz que esse registro revela apenas parte do que acontece fora das câmeras.
  • O ativista afirma que a comunidade internacional condenou o tratamento e cita que as missões são legais conforme o direito internacional, com proteção da lei dos mares e decisões da Corte Internacional de Justiça.

Ações humanitárias em Gaza ganham destaque após a prisão de um ativista brasileiro. Thiago Ávila, de Brasília, que integrou a penúltima flotilha para a Faixa de Gaza, foi detido por autoridades israelenses e deportado ao Brasil em 10 de maio. Ele acompanhou, na Turquia, o desembarque do primeiro grupo da nova missão destinada a Gaza, após expulsões pelo governo de Israel.

Em entrevista ao Correio, Ávila criticou o ministro da Segurança de Israel, Itamar Ben-Gvir, e relatou que várias pessoas registraram violência grave durante as operações. Segundo ele, há relatos de abusos como agressões sexuais e maus-tratos, conforme imagens divulgadas pelo governo local. O ativista afirmou que o episódio reforça uma percepção de violação de direitos humanos nas ações contra tripulantes não violentos da missão.

Ávila disse que o mundo reagiu com choque diante do que foi visto no vídeo, que mostra ativistas com as mãos amarradas às costas e ajoelhados, com a testa no chão. O brasiliense reiterou que o tratamento recebido é visto como recorrente, especialmente quando comparado às condições vividas por palestinos em prisões e instituições de Israel, segundo suas observações.

Contexto internacional e legalidade

Ávila afirmou que as ações das flotilhas são amparadas pelo direito internacional e pela lei do mar, bem como por decisões da Corte Internacional de Justiça. O premiê Benjamin Netanyahu, segundo ele, comentou que os maus-tratos não estariam alinhados aos valores do país, mas o activista apontou que houve apoio a políticas que ampliam restrições e dificuldades para a população palestina na região.

Em relação aos próximos passos, o ativista informou que ainda está na Turquia e acompanha os desdobramentos da Sumud Global Flotilla, empresa por trás da nova missão, com o objetivo de organizar contatos, apoiar membros e planejar as próximas ações humanitárias. A organização busca manter a solidariedade internacional às atividades de assistência a Gaza.

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