- EUA ofereceram US$ 100 milhões a Cuba, aceitos pelo regime de Díaz-Canel; o dinheiro será repassado à Igreja Católica.
- Marco Rubio afirmou que a probabilidade de um acordo diplomático pacífico entre os dois países não é alta neste momento.
- Díaz-Canel qualificou o indiciamento do ex-líder Raúl Castro nos EUA como manobra política, destacando o direito cubano de se defender.
- O México enviou mais ajuda humanitária a Cuba, incluindo 1.700 toneladas de carga recebida por Cuba com participação de organizações civis e do Uruguai.
- A crise é marcada pela suspensão de petróleo imposta pelos EUA e pelo agravamento da situação econômica e humanitária em Cuba.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que Cuba aceitou a ajuda de US$ 100 milhões oferecida pelo governo de Donald Trump. A oferta, apresentada em meio à deterioração das condições na ilha, envolve repasse do dinheiro para a Igreja Católica cubana.
Segundo Rubio, o acordo ainda carece de contrapartidas claras, e não está evidente quais termos adicionais acompanhariam a ajuda. Ele destacou que, no momento, a probabilidade de um acordo pacífico e negociado é baixa, mas que os EUA permanecem abertos a mudanças de posição.
A crise humanitária em Cuba se agrava pela escassez de combustível e energia. O bloqueio petrolífero dos EUA, implementado no início de 2026, intensificou dificuldades econômicas e de abastecimento de hospitais e serviços públicos.
Contexto recente e desdobramentos
Regime cubano, liderado por Miguel Díaz-Canel, sinalizou, na semana anterior, a possibilidade de aceitar a ajuda. A decisão ocorre no intervalo de tensões entre Havana e Washington, que impõem sanções a funcionários do governo cubano.
Na mesma linha, o ex-líder Raúl Castro foi indiciado nos EUA por supostos delitos relacionados a incidentes aéreos de 1996. Cuba classificou o indiciamento como manobra política e sem fundamento legal.
O governo cubano também condenou a ação dos EUA, descrevendo-a como provocação política. Em resposta, Díaz-Canel reiterou o direito de Cuba a defender sua soberania em face de agressões externas.
Paralelamente, fontes oficiais indicaram que, nos últimos dias, chegou uma nova remessa de ajuda humanitária do México, somando-se a cargas de outros países. O carregamento mexicano incluiu milhares de toneladas destinadas a aliviar a crise na ilha.
O anúncio de Rubio se deu após semanas de relatos sobre a intensificação da crise energética e a desordem econômica em Cuba, com a esperança de que a ajuda humanitária possa atenuar parte das dificuldades da população.
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