- Nickolay Mladenov, enviado do Conselho da Paz dos EUA para Gaza, alertou o Conselho de Segurança da ONU que a divisão atual pode se tornar permanente.
- Isso deixaria mais de 2 milhões de pessoas confinadas em menos da metade do território, caso não haja um cessar-fogo consolidado.
- O plano americano para encerrar a guerra e reconstruir Gaza está travado, porque o Hamas não depõe as armas e Israel mantém tropas na região.
- O relatório aponta que a recusa do Hamas em entregar as armas é o principal obstáculo, além de violações de cessar-fogo por parte de Israel e déficit de financiamento para reconstrução.
- Grupos humanitários dizem que a ajuda a Gaza continua limitada, mesmo com promessas de aumento da assistência previstas no cessar-fogo.
O principal enviado do Conselho da Paz do presidente dos EUA para Gaza alertou o Conselho de Segurança da ONU de que a atual divisão do território pode se tornar permanente. O risco é que mais de 2 milhões de palestinos fiquem confinados em menos da metade do enclave, caso não haja um cessar-fogo consolidado.
O Conselho da Paz, criado para acompanhar o plano americano de encerrar a guerra em Gaza e reconstruir a região devastada, enfrenta entraves na implementação. O Hamas se recusa a entregar as armas, enquanto Israel mantém tropas em uma faixa ampla de Gaza, que corresponde a cerca de 60% de seus 365 quilômetros quadrados.
De acordo com o envio, essa situação criaria uma geração de palestinos vivendo em tendas, dificultando a segurança de Israel e qualquer perspectiva de um Estado palestino viável. A opinião do emissário é de que esse cenário é uma ameaça para a região e para todos os envolvidos.
O relatório da ONU aponta o Hamas como principal obstáculo à implementação do plano, ao insistir no controle do território e na recusa de desarmamento. Também registra violações contínuas do cessar-fogo por parte de Israel e mortes no conflito, além de indicar déficit de financiamento.
O porta-voz do Hamas reagiu, classificando as declarações como tentativa de justificar a escalada da ocupação e o endurecimento do cerco à Faixa de Gaza. Grupos humanitários destacam que a assistência permanece aquém do necessário, mesmo com promessa de aumento sob o cessar-fogo.
Autoridades humanitárias ressaltam que o apoio à reconstrução não chega enquanto as armas não forem depostas. A falta de financiamento, segundo analistas, impede circulação de ajuda, infraestrutura e serviços básicos na região.
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