- O Departamento de Justiça dos EUA anunciou acusações contra 15 pessoas em Minnesota por um esquema de saúde que envolvia 90 milhões de dólares.
- O procurador-geral assistente Colin McDonald classificou os golpes como “críticos” e chamou a situação de crise.
- Um dos casos envolveu um programa de autismo, com custos de 600 mil para mais de 400 milhões de dólares em seis anos; outro esquema de moradia para pessoas sem abrigo subiu de 2,5 milhões para mais de 104 milhões em 2024.
- As acusações incluem o que seria o maior prejuízo em um caso de Medicaid em Minnesota e a maior fraude relacionada ao autismo já processada pelo Departamento de Justiça.
- A operação contou com 11 procuradores especiais de várias regiões e apoio de autoridades como Robert Kennedy Jr. e Mehmet Oz; Kennedy descreveu as ações como históricas pela rapidez e precisão.
O Departamento de Justiça dos EUA revelou nesta quinta-feira acusações contra 15 pessoas em Minnesota, acusadas de desviar cerca de 90 milhões de dólares de um programa de saúde governamental. A informação foi anunciada em uma coletiva em Minneapolis.
O ato foi apresentado pelo assistente do procurador-geral dos EUA, Colin McDonald, que qualificou os desvios como surpreendentes e afirmou tratar-se de uma crise no estado. O evento contou com a presença de autoridades da saúde federal.
Entre os casos citados, houve alegação de que um programa de autismo teve custos estatais inflados de 600 mil dólares para mais de 400 milhões em seis anos. Outro esquema, ligado a assistências para pessoas sem moradia, teria aumentado 50 vezes o gasto anual, de 2,5 milhões em 2020 para mais de 104 milhões em 2024, levando ao fechamento do programa no ano seguinte.
A coletiva contou com a participação de Robert F Kennedy Jr, secretário de saúde, e de Mehmet Oz, responsável pelos seguros de saúde do governo voltados a Medicare e Medicaid. McDonald destacou que o estado vive uma crise de fraude em programas de assistência.
Segundo o ministério, as acusações representam o maior valor de perdas já registrado em um caso de Medicaid em Minnesota e o maior esquema de fraude em autismo já denunciado pelo DOJ. O procurador destacou que a fraude envolve explorar programas vulneráveis para ampliar ganhos, sem considerar as consequências.
A divulgação ocorreu após meses de alegações do governo federal sobre fraudes generalizadas em Minnesota, associadas a críticas de tom racial contra a população somali do estado. O DOJ informou também que 11 procuradores de forças-tarefa trabalharam no caso, integrando uma atuação coordenada de autoridades federais.
O anúncio é parte de uma iniciativa com liderança de autoridades federais para enfrentar fraudes em programas de assistência social. Kennedy enfatizou a rapidez das acusações, afirmando que se tratava de uma operação sem precedentes pela velocidade de processamento, sob supervisão de um novo impulso de combate a fraudes a nível nacional.
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