- EUA e Irã seguem em desacordo sobre estoque de urânio e controle do Estreito de Ormuz; Rubio apontou “alguns sinais positivos” nas negociações.
- Trump afirmou que os EUA vão tomar o estoque iraniano de urânio altamente enriquecido, com intenção de destruí-lo posteriormente.
- Rubio disse que uma solução diplomática seria inviável se Teerã cobrar pelo trânsito em Ormuz, mas houve avanço nas conversas.
- Irã — segundo duas fontes — ordenou que o urânio não seja enviado para o exterior; Trump criticou planos de cobrar tarifas pelo uso de Ormuz.
- O mediador Asim Munir pode viajar a Teerã para novas conversas; as negociações seguem com pouco progresso e impactam a economia global devido ao petróleo.
Estados Unidos e Irã continuam descordando em pontos-chave, mesmo com o ministro Marco Rubio sinalizando alguns avanços. As negociações sobre o estoque de urânio iraniano e o controle do Estreito de Ormuz seguem sem conclusão, segundo fontes oficiais.
Trump afirmou que Washington pretende assumir o controle do urânio enriquecido de Teerã, alegando que o material não é necessário para o Irã e que poderá ser destruído após a obtenção. Teerã sustenta que o urânio tem fins pacíficos.
Rubio disse a repórteres que uma solução diplomática ficaria inviável se Teerã impor cobranças pelo uso do Estreito de Ormuz, mas indicou haver sinais positivos nas conversas. O caso mantém o petróleo sob volatilidade de preços.
Pouco progresso nas negociações
Paralelamente, o principal mediador Paquistão, Asim Munir, pode seguir viajar a Teerã para novas negociações, conforme fontes ouvidas pela Reuters. A ideia é acelerar o diálogo entre as partes.
Diversas fontes destacam que a paciência de Washington pode estar se esgotando, enquanto equipes britânicas e norte-americanas trabalham para manter a comunicação entre os lados. A tensão geopolítica segue elevando os temores de interrupções no suprimento global de energia.
Proposta iraniana e posição da comunidade internacional
O Irã submeteu uma proposta recente que mantém demandas já discutidas, como controle do Estreito de Ormuz, indenizações por danos e retirada de sanções. O Irã também reivindica soberania sobre a via marítima e afirma que ações dos EUA e de aliados alteraram a segurança regional.
Especialistas jurídicos veem o Irã sinalizando medidas proporcionais para proteger a segurança marítima, dentro do direito internacional. A OTAN participa de reuniões de alto nível para alinhamento diplomático entre aliados.
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