- Evo Morales acusou os Estados Unidos de financiar golpes de Estado de direitistas e de defender governos submissos e entreguistas, em declaração divulgada no dia vinte e um de maio.
- A mensagem foi publicada no contexto de protestos na Bolívia, organizados pela classe operária e por comunidades indígenas, que demandam a renúncia do presidente Rodrigo Paz.
- Os EUA classificaram os atos como tentativa de golpe de Estado e reafirmaram apoio ao governo de Rodrigo Paz, de centro-direita.
- O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que os EUA apoiam de forma inequívoca o governo constitucional da Bolívia.
- Morales está foragido desde 2024, com paradeiro incerto após decisão de prisão em um caso envolvendo estupro de menor de idade e tráfico de pessoas; ele tem usado as redes sociais para inflamar os protestos.
Evo Morales acusa EUA de financiar golpes de Estado
Evo Morales, ex-presidente da Bolívia entre 2006 e 2018, afirmou que os Estados Unidos financiam golpes de Estado de direitistas e defendem governos submissos. A declaração foi publicada nesta quinta-feira (21/5), em meio a protestos no país.
Morales: EUA não defendem democracia nem respeitam o Direito Internacional. Segundo ele, os EUA invadem países e desviam recursos naturais, apoiando governos entreguistas.
A mensagem foi divulgada após o governo dos EUA ter se manifestado sobre as manifestações na Bolívia, contrárias ao atual presidente Rodrigo Paz.
Contexto dos protestos
Os protestos são promovidos por trabalhadores e comunidades indígenas diante da crise econômica, do aumento do custo de vida e da escassez de combustíveis. Parte da população cobra a renúncia de Paz, que assumiu a Presidência em novembro do ano passado.
Os EUA classificaram os atos como uma tentativa de golpe de Estado, em resposta aos protestos que operam contra o governo de Paz.
Posição dos EUA
Em 20/5, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que o governo de Paz receberá apoio contínuo. Rubio afirmou que os EUA apoiam o governo constitucional boliviano e não permitirão que criminosos derrubem líderes democraticamente eleitos.
Morales está foragido desde 2024, após buscar refúgio na região de Chapare, onde recebe apoio de simpatizantes. O ex-líder também não tem apresentação de localização definida e, segundo a Justiça boliviana, é alvo de prisão em investigação envolvendo estupro de menor de idade e tráfico de pessoas.
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