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Multidão enfurecida incendeia tendas de hospital de Ebola na RDC

Multidão incendiou tendas de hospital no epicentro do surto de Ebola na República Democrática do Congo, após impedir enterro, aumentando risco de contágio

The unrest highlights the struggle authorities face as cases of the virus rise
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  • Pessoas enfurecidas atearam fogo em tendas de isolamento de um hospital em Ituri, no leste da República Democrática do Congo, após familiares não conseguirem levar o corpo de um jovem para sepultamento.
  • A polícia lançou tiros de advertência para dispersar a multidão; trabalhadores de saúde ficaram sob proteção policial no Hospital Geral de Rwampara, próximo a Bunia.
  • Um trabalhador de saúde ficou ferido por pedras lançadas pelos manifestantes; a vítima faleceu na unidade, segundo testemunhas.
  • A morte do jovem gerou desinformação sobre Ebola, com relatos de que a doença não existia ou era apenas arma de ONGs/hospitais para lucrar.
  • O surto, causado pela variedade Bundibugjo (Bundibugyo) do ébola, já resultou em dezenas de mortes e levou o Ministério da Saúde a confirmar centenas de casos suspeitos; há circulação de casos também na Uganda vizinha.

Um tumulto em Bunia, no leste da República Democrática do Congo, terminou com parte de um hospital incendiada. Familiares de um jovem considerado morto pelo Ebola, impedidos de levar o corpo para sepultamento, lançaram objetos contra as instalações. Dois tendas de isolamento foram atingidas.

Segundo testemunhas, a multidão também tentou destruir equipamentos da área de isolamento. A polícia respondeu com tiros de advertência para dispersar o grupo e evitar a disseminação do vírus. Trabalhadores de saúde ficaram sob proteção militar durante a intervenção.

O corpo do falecido permanecia no local, sob cuidados de equipes de saúde, com medidas de biossegurança para evitar contaminações. Um profissional de saúde relatou que houve ferimentos entre manifestantes antes da chegada das forças de segurança.

Situação no hospital e resposta das autoridades

Testemunhas indicaram que o homem era figura conhecida na comunidade; alguns não reconheciam a gravidade da doença. O incidente levou à evacuação de alguns pacientes que estavam nas tendas, embora a ONG Alima tenha informado que todos os pacientes estão sob cuidado no hospital.

O hospital de Rwampara fica próximo a Bunia, na província de Ituri, área que concentra a maioria dos casos. A Organização Mundial da Saúde orienta sepultamentos seguros e dignos, com equipes treinadas usando equipamentos de proteção.

Contexto internacional e regional

A Ebola em Ituri elevou preocupações globais. Até agora, mais de 130 mortes foram registradas em confirmação de casos em Ituri, com 600 suspeitos. Fontes oficiais divergem sobre o total de óbitos; autoridades locais indicaram 159 mortes em dados diferentes.

O surto envolve uma variante rara, Bundibugyo, para a qual não há vacina disponível no momento. A OMS aponta que o desenvolvimento de uma vacina pode levar meses, dificultando respostas rápidas.

A perturbação no país coincidiu com a suspensão do campo de treino da seleção congolesa de futebol, em Kinshasa, devido à crise de saúde. Dois países vizinhos também reportam casos; Uganda fechou parte das vias de transporte na região fronteiriça.

M23, grupo rebelde atuante na região, informou ter confirmado o primeiro caso de Ebola na província de South Kivu, distante do epicentro. A entidade disse que, apesar da distância, manterá cooperação com parceiros internacionais para conter o vírus.

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