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Palantir faz hack week para ampliar controles em software usado pelo ICE

Hack week busca novas salvaguardas em ferramentas usadas pela ICE, ampliando auditoria de usuários e logs no Foundry, em meio a contrato com o DHS

Photograph: VINCENT FEURAY/Getty Images
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  • Palantir realizou uma hack week para adicionar novos controles de auditoria de usuários em software usados pela ICE e pelo Departamento de Segurança Interna (DHS).
  • As ferramentas permitem alertas de “comportamento preocupante”, exfiltração de dados, consulta aos logs de sessão de usuários e visualização de quem viu determinados conjuntos de informações.
  • A iniciativa ocorre em meio a críticas internas e externas sobre a relação da empresa com ICE e DHS.
  • Alguns recursos já foram implementados durante a Hack Week, enquanto outros devem chegar ainda neste ano; mensagens internas indicam que ampliam o uso de logs de auditoria em ambientes sensíveis.
  • O envolvimento da Palantir com ICE tem crescido: no último ano, a agência pagou $30 milhões por uma plataforma chamada ImmigrationOS; em fevereiro houve acordo de aquisição de $1 bilhão com o DHS e, em 6 de maio, a empresa informou a extensão do contrato para ImmigrationOS até 2027, com $86 milhões destinados à modernização e operacionalização do software de gerenciamento de casos.

Palantir realizou uma semana de hackathon com o objetivo de criar novos controles para software usado por agências de segurança dos EUA, incluindo ICE e DHS. O esforço ocorreu internamente, reunindo engenheiros da empresa para desenvolver ferramentas de auditoria de usuários.

As ferramentas visam oferecer maior visibilidade sobre como os trabalhadores utilizam o Foundry e outros sistemas da Palantir. Entre os recursos, estão alertas de comportamentos considerados preocupantes, exfiltração de dados e a possibilidade de consultar logs de sessão de usuários.

Além dos alertas, as novidades permitem ver quais usuários visualizaram conjuntos específicos de informações. A Palantir não comentou oficialmente a respeito.

Formação e foco do evento

A hack week anual da Palantir envolve equipes de diferentes áreas da empresa. Desta vez, o foco foi o trabalho com DHS e ICE, tema que tem gerado críticas internas e externas.

Trechos de comunicação interna citados indicam que alguns projetos já foram implantados, com outros previstos para entrada em operação ainda neste ano. Um líder de equipe destacou que as ferramentas ampliam o uso de logs de auditoria.

Controvérsia e contratos em curso

O relacionamento da Palantir com ICE ganhou atenção após incidentes envolvendo a agência de imigração. Em 2023, a empresa firmou um acordo de compra com o DHS, avaliando reforçar a adoção de seus produtos pela instituição.

Em maio, a Palantir atualizou documentação interna sobre contratos com ICE e informou a extensão de um piloto de ImmigrationOS até 2027, com pagamento de cerca de US$ 86 milhões para modernização de sistemas de gerenciamento de casos da ICE.

Impacto operacional

Segundo relatos, as novas ferramentas inovam ao ampliar a auditoria e a supervisão de atividades em ambientes sensíveis. A empresa afirma que o objetivo é aumentar a segurança e o controle sobre o uso de suas plataformas.

A iniciativa também aponta para uma estratégia de transparência interna, com membros da equipe destacando a importância de equipes comerciais alinharem-se a padrões de governança e conformidade.

Próximos passos

Alguns dos recursos desenvolvidos no hack week já entraram em operação, enquanto outros devem chegar aos clientes ainda neste ano. A Palantir não divulgou prazos oficiais nem nomes de clientes específicos.

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