Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Presidente da Bolívia troca ministro do Trabalho após três semanas de protestos

Presidente da Bolívia troca ministro do Trabalho após três semanas de protestos, prometendo diálogo com organizações sociais para acalmar crise

Manifestantes em protesto que pede a renúncia do presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, em meio a crise econômica
0:00
Carregando...
0:00
  • O presidente da Bolív ia, Rodrigo Paz, nomeou Williams Bascopé como novo ministro do Trabalho, substituindo Edgar Morales, para tentar acalmar protestos que já duram três semanas.
  • Paz afirmou que organizações sociais terão espaço de diálogo e negociação com o governo.
  • Em La Paz, centenas de mineradores e operários de fábricas repetem protestos, com bloqueios de estradas que provocam escassez de alimentos, medicamentos e combustível.
  • Em maio, treze trabalhadores de fábricas foram presos após invadirem o Ministério do Trabalho e manterem reféns vários funcionários públicos por horas.
  • O governo atribui os protestos a Evo Morales; o chanceler Fernando Aramayo disse que não haverá negociação com quem pede a renúncia, enquanto, até quarta-feira, foram registrados quarenta e quatro pontos de bloqueio no país.

O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, trocou nesta quinta-feira o ministro do Trabalho, em meio a três semanas de protestos que envolvem trabalhadores, camponeses indígenas, transportadores e mineradores. A mudança faz parte de uma reorganização do gabinete para acalmar a crise.

Williams Bascopé, advogado de origem aimara, substituirá Edgar Morales, que havia recebido críticas do setor operário. Morales colocou o cargo à disposição horas antes da confirmação da troca. Paz afirmou que as organizações sociais terão espaço para diálogo.

Em La Paz, estradas bloqueadas seguem ocorrendo, com grande mobilização de manifestantes. Os bloqueios geram escassez de alimentos, medicamentos e combustível na cidade e no interior. Militares de diferentes setores acompanham a tensão social.

Acompanhando a evolução, o governo continua apontando a responsabilidade pela crise a grupos que, segundo autoridades, buscam enfraquecer o governo e a ordem democrática. O ministro das Relações Exteriores, Fernando Aramayo, reiterou a posição de não negociar a renúncia do presidente.

Pelo menos 44 pontos de bloqueio foram registrados até a quarta-feira, segundo a administração estadual de rodovias. O governo atribui a condução dos atos a ações associadas ao ex-presidente Evo Morales, que está foragido em relação a acusações judiciais.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais