- O secretary da saúde dos EUA, Robert F. Kennedy Jr., demitiu os dois presidentes da US Preventive Services Task Force, em 11 de maio, antes do fim de seus mandatos.
- A comissão já estava amplamente marginalizada pelo Departamento de Saúde e Serviços Humanos, com reuniões públicas adiadas por um ano, deixando em suspenso atualizações sobre rastreamento de câncer cervical e outras pautas.
- A US Preventive Services Task Force avalia evidências sobre prevenção de doenças e emite diretrizes que ganham notas A ou B; planos de saúde devem cobrir esses serviços sem coparticipação.
- Kennedy afirmou que está reformando a task force para que se encontre com mais frequência e tenha maior transparência, mas não explicou por que afastou o presidente John Wong e a conselheira Esa Davis.
- Críticos temiam que o governante substituísse especialistas por indicados políticos; durante o último ano, a comissão não publicou a atualização final da diretriz de rastreamento de câncer cervical nem avançou com recomendações sobre depressão materna.
O secretário de Saúde dos EUA, Robert F Kennedy Jr, demitiu os dois presidentes da US Preventive Services Task Force, grupo técnico que decide quando planos devem cobrir cuidados preventivos. A decisão foi comunicada por cartas datadas de 11 de maio.
As demissões atingem os médicos John Wong e Esa Davis, que presidiam o painel. Kennedy afirmou reconhecer “liderança, contribuições e experiência” deles, sem esclarecer as motivações, e pediu que reentre em contato para recontratação.
Desde o início do ano, o Department of Health and Human Services já havia retirado grande parte do poder da task force, adiando reuniões públicas e deixando em suspenso atualizações esperadas sobre rastreamentos de câncer cervical e depressão materna.
Contexto institucional
A task force, criada na década de 1980, avalia evidências sobre ferramentas de prevenção, como rastreamentos de depressão e uso de estatinas. As diretrizes recebem notas que indicam a força científica por trás das recomendações.
Aliadas ao Ato de Cuidados Acessíveis, as diretrizes com nota A ou B costumam exigir copagamento baixo ou zero para serviços preventivos. O papel do grupo tem forte impacto nas decisões de planos de saúde.
Especialistas afirmam que as demissões elevam dúvidas sobre a continuidade da independência científica da comissão. Kennedy afirmou que está reformando a task force para ampliar reuniões e transparência.
A controladoria de Kennedy sustenta que as mudanças visam clareza, continuidade e confiança na supervisão do HHS. Já críticos destacam riscos de interferência política em processos técnicos.
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